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Hubble em Imagens. 1ª Parte: Sistema Solar.

sábado, 16 de junho de 2007
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hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Já falei que a manutenção do Hubble está prevista para o ano que vem. Desta vez quero compartilhar com vocês as imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, vou publicar em blocos.
Hoje inicio com fotos dos planetas, luas, cometas e outros objetos do Sistema Solar.

Vamos começar partindo dos objetos mais próximos do Sol e se afastando.

Mercúrio e Vênus tem poucas fotos devido a sua órbita próxima do Sol. O Hubble teria problemas para obter boas fotos:

venus.jpg
Vênus em UltraVioleta: poucos detalhes devido à sua densa atmosfera.

Hubble não tem condições de fotografar a Terra, está muito próximo e simplesmente foi projetado para apontar para fora daqui! No entanto obteve várias fotos de nossa companheira mais próxima, a Lua:

lua.jpg
A cratera Copérnico na nossa Lua.

Já depois da órbita da Terra o primeiro planeta é Marte. Um dos objetos do sistema solar mais fotografado e estudado pelos equipamentos do Hubble.

marte.jpg
Marte: Uma absurda tempestade de poeira ao norte e ao sul.

Entre Marte e Júpiter temos o grande cinturão de Asteróides. Rochas de tamanhos variados, de grãos de poeira até vários quilômetros de extensão. A teoria mais aceita sobre o cinturão de Asteróides é que trata-se de um planeta que parou seu desenvolvimento no início de sua agregação devido à violenta influência da gravidade de Júpiter.

vesta.jpg
Asteróide Vesta: um dos destinos da sonda espacial Dawn, lançada há algumas semanas.

Na seqüência temos o gigante Júpiter. O maior planeta do sistema solar, rivaliza em tamanho com estrelas anãs. No entanto sua massa é 70 vezes menor. Se sua massa fosse um tanto maior, era possível considerar o sistema solar um sistema estelar duplo. Merece várias tomadas:

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Júpiter: sua grande mancha vermelha e sua recente nova mancha.

redtemps.jpg
Grande Mancha Vermelha: tempestade ciclone registrada há mais de 300 anos com o diâmetro quase duas vezes o da Terra e ventos de até 434 km/h.

E Júpiter e sua gravidade também faz mais influências: Io uma de suas grandes luas tem vários vulcões ativos:

io.jpg
Io: vulcão ativo na lua de Júpiter.

A seguir temos outro fascinante mundo explorado pelo Hubble: Saturno com seus fantásticos anéis.

jupiterprox.jpg
Detalhe dos Anéis de Saturno, com a sombra do planeta.

posianeis.jpg
Saturno entre 1996 e 2000: A posição dos anéis em relação à Terra, muda todo ano.

O próximo planeta é Urano. Também com anéis e dezenas de luas, não é tão lindo como Saturno, porém seu brilho verde/azulado é bastante encantador:

urano.jpg
Urano com seus anéis e algumas das luas.

O último planeta também foi fotografado pelo Telescópio Espacial: Netuno

netuno.jpg
Primavera em Netuno. Variações sazonais na atmosfera do Gigante Azul.

Plutão é agora considerado um planeta anão. Uma nova designação, uma vez que encontraram outros corpos na região do Cinturão de Kuiper de tamanho similar a Plutão. Ou consideravam os outros corpos Planetas, ou destituíam Plutão da classe. Escolheram a segunda opção.

plutao.jpg
Confirmação visual da nova lua de Plutão.

Por fim temos os grandes espetáculos tão esfuziantes quanto efêmeros, os Cometas. Errantes do sistema solar, às vezes se aproximam do Sol e se derretem em um calda brilhante para delícia dos astrofotógrafos e simpatizantes.
O Hubble não deixou de apontar para estes astros e obter alguns flagrantes de suas viagens:

cometap73.jpg
Cometa 73P se “esfarelando” em pedaços.

shoe.jpg
Cometa P/Shoemaker-Levy 9 enchanted movie dividido em 21 fragmentos, dois meses antes de se “estatelar” com o gigante Júpiter.

Na segunda parte da série Hubble em Imagens veremos outras Galáxias.

Fonte:

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/

Minhas primeiras imagens de Júpiter e suas Luas

quarta-feira, 6 de junho de 2007
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Estou começando a experimentar a arte da Astrofotografia. É fascinante olhar para o céu e ver a dança dos planetas luas e estrelas. Apontar o telescópio e encontrar nebulosas e cometas.
Compartilhar isso com as pessoas é algo especial. Apresentar as maravilhas da natureza.
divx enchanted
Já faz tempo que sonho obter fotos das belezas que vejo no céu com meu telescópio. Já tinha conseguido registrar algumas constelações com minha câmera digital, e publiquei aqui algumas fotos com Júpiter e o Escorpião.
watch dark knight in divx
Mas desta vez me inspirei nas orientações do astrônomo amador José Serrano Agustoni [Zeca]. Ele construiu um suporte para ligar uma câmera digital ao seu telescópio. Conseguiu umas fotos bem interessantes.

Suporte para ligação da Câmera Digital no Telescópio
Por coincidência ele tem uma câmera idêntica a minha. Ok, aceitei o desafio e construí meu suporte conforme pode ver aqui:
Suporte para ligação da Câmera Digital no Telescópio
Terminei a construção na tarde de sábado e fiz algum teste durante o dia:
Antena a uns 100m de distância

divx iron man

Este é uma antena a uns 100m de distância. Dá pra ver a sujeira, parafusos e tudo mais. Fiquei ansioso para chegar logo a noite para tentar alguma foto.À noite o céu estava um pouco nublado, mas a região do céu onde estava Júpiter estava aberto. Montei o telescópio, o suporte e apontei. Consegui alguma coisa. Sem tratamento ficou assim:
Júpiter e Ganimede, sem tratamento
Dá para identificar facilmente Júpiter e com alguma dificuldade uma de suas luas (5mm abaixo e a direita de Júpiter). Pelo software que uso como mapa das estrelas, identifiquei que esta lua é Ganímede.

Depois de um pouco de tratamento no Gimp consegui identificar todas as luas galileanas visíveis no horário: Ganímede, Europa e Calisto. Io estava oculta por Júpiter:

Júpiter, Ganimede, Calisto e Europa spider man 2 movie download 007 quantum of solace dvdrip
E fiz também o tratamento para destacar Júpiter:
Júpiter

Dá para identificar algumas manchas da atmosfera de Júpiter.Finalmente consegui as primeiras fotos. Agora vou tentar adaptar minha câmera reflex convencional para ver como fica as fotos com uma câmera “de verdade”. Quero agradecer ao Zeca pela dica.

Planetas são visíveis. Veja você mesmo.

sábado, 2 de junho de 2007
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A astronomia continua sendo uma ciência pouco conhecida das pessoas comuns. Muitos mitos e idéias incorretas são passadas de geração em geração sem que as pessoas percebam.

watch killshot in HD

As pessoas se enganam

Um pequeno deslize da professora primária de minha filha me irritou profundamente. Ensinando ciências e planetas ela soltou a seguinte pérola: “infelizmente os planetas não são visíveis sem um telescópio”.


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Nasa
Espetacular imagem de Júpiter com sua lua Io


Minha pequena que já viu Júpiter, Saturno e Vênus no telescópio e olhando para o céu de vista desarmada, levantou a mão e contestou.

-Mas eu já vi, meu padastro me mostrou, mais de uma vez.
-Não inventa história menina, não dá para ver e pronto.

6 dos 8 planetas são visíveis sem uso de instrumentos: Mercúrio, Vênus, Terra (é claro), Marte, Júpiter e Saturno.

Claro que a turma caçoou dela. Mas a professora estava errada. Não é difícil ver nem identificar os planetas sem um telescópio ou binóculo. Olhar para o céu e conhecer as constelações ajuda muito. Um planeta é algo que destoa do desenho constante das estrelas.
Enquanto as constelações estão fixas entre si e navegam conforme a Terra rodopia e gira ao redor do Sol, os planetas fazem caminhos totalmente independentes. Olhando para o céu em um determinado horário vários dias ou semanas seguidas é possível perceber este movimento.

Devido ao movimento nem todos os planetas estão visíveis em uma mesma noite. Funciona parecido com a Lua, que tem suas fases e eventualmente fica escondida abaixo do horizonte. Além disso as distâncias entre os planetas e a Terra variam bastante, portanto o brilho aparente dos planetas também varia.

Por estes dias, pouco depois do pôr-do-sol, quando o céu começa a escurecer é possível encontrar com facilidade dois planetas: Júpiter e Mercúrio.
Não é difícil, porque você não tenta? Fique olhando em direção ao pôr-do-sol enquanto o céu escurece. Eles serão as primeiras “estrelas” que aparecerão. Primeiro Júpiter, a 60 graus e depois Mercúrio a 20, um tanto menos brilhante. Não é bom com ângulos? Então vejamos um tranferidor:

Transferidor

fight club movie download
Já deve ter visto um destes na escola não é? Pois bem. Marquei a posição 20 graus para Mercúrio e 60 para Júpiter. Lembre-se que 90 graus é bem em cima da sua cabeça. Eles estarão a esta altura na direção aproximada do pôr-do-sol por volta das 18:20h. (*20min)

Ontem, dia primeiro de outubro de 2007, ao anoitecer, peguei minha câmera digital e consegui algumas fotos:

mercurio.jpg

Mercúrio perfeitamente visível a olho nu ainda de dia. Magnitude 0,2 em torno das 18:20h. Clique para ampliar

Mercúrio por estar mais próximo ao Sol é visível assim apenas nos próximos dias, depois ele vai ficar mais e mais próximo do horizonte no momento do Pôr-do-Sol até que não seja mais possível vê-lo por um tempo. Lembrando que os 20 graus que disse é para 18:20h (*20 min), mas com a Terra girando Mercúrio vai descendo até sumir no horizonte às 19h55 (*1h55).

Júpiter, o grande planeta gigante, é bem mais fácil de identificar: é o objeto mais brilhante no céu nos próximos dias. Olhe para cima e imagine suas luas e sua grande mancha vermelha. A imaginação é algo fascinante, e muito mais barato que um telescópio.

Estará a 60 graus as 18:20h (*20min) e sumirá no horizonte às 22:00h. (*3h40) Se olhar as estrelas vizinhas é fácil identificar a constelação de Escorpião:

jupiter-e-escorpiao.jpg

Júpiter, Antares e Escorpião, minha foto sobreposta a uma imagem de um mapa.

É ótima oportunidade para aprender a identificar uma constelação fácil e muito interessante. Aproveite.

Se conseguir identificar os planetas, venha aqui nos comentários para contar a experiência. E tendo um binóculo qualquer em mãos, experimente apontar para Júpiter. Dependendo da qualidade do mesmo, poderá até ver alguma das luas famosas de Galileu.

*Horário vale para a região Sudeste. Para as outras regiões do país basta somar o tempo entre tempo entre parênteses com o horário do pôr-do-sol:

  • Recife: 17:15h
  • Brasília: 18:10
  • Porto Alegre: 18:45

Já tive a oportunidade de corrigir a professora apresentando Vênus às 17:30h com o céu ainda num tom de azul claro. ;)

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