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Livro Vermelho Vivo, Capítulo 7

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

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Conforme prometido, segue o sétimo capítulo.

Supostos fósseis de bactérias marcianas. Estudos posteriores à divulgação desacreditaram a descoberta. (1996). Crédito: NASA

Supostos fósseis de bactérias marcianas. Estudos posteriores à divulgação desacreditaram a descoberta. (1996). Crédito: NASA

Capítulo 7 – Mentiras e Segredos

O diretor Gavin mantinha seu semblante tenso e as mãos tremendo. Eu e Anna ficamos ansiosos para saber qual seria este problema tão sério.

-Quero que vejam estes papéis. Vejam isso. Digam que Mister Won está errado. – disse mostrando os papéis na mão de Won.

Won passou-nos os papéis fazendo negativas com a cabeça como quem sabe que está certo. Olhei as fotos e tabelas e não entendi a princípio do que se tratava. Porém, identifiquei as fotos claramente: eram imagens obtidas por um microscópio eletrônico. Uma delas era uma imagem desfocada de cristais, outra, de bactérias, ou pareciam ser.

-O que são estes papéis? – Perguntei. – E o que Won está dizendo de errado?

Sem deixar Gavin falar mais, Won pediu a palavra e começou a contar uma história muito absurda:

-O que estou dizendo é que não existe vida bacteriana em Encélado. Estes papéis comprovam isso. Mas deixe-me contar a história toda. Doutor Gavin, acalme-se, você vai entender tudo se me deixar falar.

-Prossiga Mister Won. – Gavin devolveu-lhe a palavra.

-Vocês sabem que as duas sondas da NASA que encontraram vida em Encélado eram naves gêmeas. Foram enviadas em pares para aumentar a possibilidade de sucesso no pouso, e para que cobrissem uma área maior da superfície de Encélado.

Continuou Won, enquanto ficamos com a respiração suspensa:

-Pois bem, as duas naves apresentaram um defeito nos seus sensores. O defeito de projeto era congênito, por isso ambas tinham o mesmo problema. As imagens obtidas pelos sensores eram desfocadas. Porém as imagens obtidas pareciam não deixar dúvidas que eram bactérias.

-Eu mesmo vi as imagens, – tive que interrompê-lo.

-Sim, mas você não sabia que as câmeras das naves não foram projetadas para detecção de bactérias. Não estavam lá para isso. O objetivo das mesmas era determinar a composição química dos jatos líquidos dos gêiseres. Como a NASA não esperava encontrar bactérias, não enviou sensores específicos para isso. O pessoal da ESA, a agência europeia, questionou muito as conclusões. E preparou uma sonda ela mesma para resolver a questão.

-E confirmou ser bactérias – eu completei.

O Dr. Gavin me repreendeu:

-Deixe-o terminar. – e pediu a Won que prosseguisse. Ele fez uma pausa longa, olhou-nos a cada um, direto nos olhos, respirou fundo e finalmente disse:

-O pessoal da agência europeia mentiu. Mentiu deliberadamente. Eles obtiveram imagens e dados conclusivos: a descoberta da NASA não eram bactérias.

-No entanto, divulgaram exatamente o contrário.

Ficamos atônitos. Dr. Gavin levantou da cadeira e esmurrou a mesa. Anna levou as mãos à cabeça e não parecia conformar-se.

-Como pode fazer uma acusação desta? O que mais sabe a respeito? – Dr. Gavin queria ir fundo na questão.

-Na época da descoberta, o meu governo tinha engavetado um projeto de uma nave similar aos Voyagers. Queríamos estudar os grandes planetas: Saturno e Júpiter. Eu estava diretamente envolvido com o projeto. Claro que assim que a NASA anunciou vida na lua próximo à Saturno, ficamos interessados em estudar as tais bactérias.

-Tocamos este projeto com prioridade máxima e a sonda fez a viagem, chegando a Saturno no último verão. Estes papéis são os resultados de nossos estudos. Não existe nenhum traço de vida lá. Nenhum. Ficamos estupefatos e intrigados. Então colocamos nossa inteligência para pesquisar o que poderia ter acontecido.

-Espiões? – perguntei ingenuamente.

Gavin fez um gesto afirmativo. E uma cara incrédula, por eu ter feito a pergunta. Won continuou:

-Não precisamos ir longe, o ex-diretor do projeto da ESA para a sonda a Encélado, confidenciou a um de nossos agentes o que havia acontecido. Na época do achado, para não comprometer-se com a mentira ele afastou-se. Ele não sabia nenhum detalhe do motivo da farsa, mas recebeu uma boa recompensa financeira da mais alta diretoria da ESA para calar-se. Os técnicos diretamente envolvidos com os dados também foram afastados.

-Também não foi difícil obter alguns detalhes das sondas gêmeas da NASA. E comparando as imagens da NASA com imagens simuladas em computador pudemos matar a questão: os cristais apresentavam uma aparência diferente sob a lente das sondas. A NASA não usou de má fé. Foi um caso de pareidolia.

Pensei imediatamente em pedir um desenho, como Peter havia me indicado num dos telefonemas. Mas ele continuou, como se a palavra “pareidolia” fosse a mais comum:

-Resumindo: não existe vida fora da Terra. Pelo menos não em Encélado.

Olhei novamente os papéis. Desta vez procurando evidências do que ele tinha dito. Tudo estava correto. Realmente sob estas novas informações, as fotos de Encélado não pareciam exatamente bactérias. Comparei rapidamente as fotos chinesas com as da NASA. Não havia o que contestar. Minha mente já tinha sua conclusão, mas meu coração não
aceitava. Por fim, me virei para Dr. Gavin com um olhar confirmativo. Foi o suficiente para que ele sentasse novamente, abaixasse a cabeça e não falasse mais nada.

Anna tomou então a palavra questionando:

-Isso não faz sentido. Porque a alta direção da ESA iria mentir assim? Porque sustentar que havia mesmo vida lá? Não entendo.

-Não sabemos os motivos. – respondeu Won – Mas tenho um palpite. As verbas do programa espacial europeu dobraram após a descoberta. A sonda europeia é a única oficialmente fazendo experimentos no local da descoberta. Mas só estou especulando.

-Não é possível. – Anna olhava os papéis e olhava para mim, como quem pedia para que eu negasse o que ela, também, já não contestava mais.

Won procurou posicionar-se:

-Senhores, eu trouxe esta questão aqui a pedido de meus superiores. Eles não querem desacreditar tudo o que os cientistas espaciais tem feito há décadas. E mais, não passa pela cabeça deles um corte de verbas para o programa Constelation. Eles não querem perder a chance de levar um chinês até Marte. E perder também o contrato bilionário da nave Chinesa.

-A opinião pública americana e mundial iria tripudiar sobre este grande vacilo da comunidade científica. Este sim, o maior de todos os tempos.

-Eles acreditam, e eu concordei que só será possível divulgar a verdade, se pudermos afirmar com certeza que em Marte também não existe vida. Ou que existe. Para isso devemos ter uma evidência tão forte que não possa ser contestada.

-Não queríamos envolver mais pessoas, isso poderia vazar. Por isso, só chamamos o diretor e vocês. Evidentemente vocês foram chamados para confirmar tecnicamente estes dados. E estou aqui sozinho, pois para todos os efeitos, os chineses não sabem de nada e foi algo que saiu de minha cabeça. Eu concordei com esta abordagem, porque estava sufocado querendo passar a informação para vocês.

Fez-se um silêncio enquanto eu ainda revisava os papéis. Tudo se encaixava e eu não pude deixar de encarar os fatos:

-Tecnicamente, está tudo correto diretor. Não tenho mais dúvidas. Encélado não tem bactérias – respondi e continuei:

-Quais são as consequências disso agora? O que vai mudar nos nossos planos?

Com uma mão coçando o queixo e a outra batucando a mesa, Gavin pensou por longos segundos. Girou a cadeira em direção à janela. Permaneceu com um olhar distante e, enfim, ele retornou:

-Won está certo. Precisamos provar de forma irrefutável o que fizermos agora. Evidências não servem para nada diante disso. Precisaremos de provas.

-Isso aumenta demais nossa responsabilidade neste projeto. Enormemente. Teremos que redobrar nossa cautela. Ao mesmo tempo temos que tornar tudo mais transparente. O que está acontecendo na ESA, só não foi desmascarado ainda, pois aquela missão foi caixa preta. Ninguém fora do projeto sabia ao certo o que eles estavam fazendo, quem eram os responsáveis. A única pessoa publicamente envolvida nisso foi o diretor afastado.

-Mas como iremos fazer isso? – indaguei – Como tornar mais claro, transparente?

-Teremos que nos expor. Divulgar tudo que está acontecendo. Divulgar todos os detalhes. Divulgar os resultados parciais. Os problemas, tudo. – continuou.

-Mas deixem comigo. Eu sou o diretor aqui, e vocês dois são engenheiros. Façam seu trabalho. Não falem sobre isso com mais ninguém. E preparem-se. A partir de agora vamos ter que divulgar tudo, tudo o que encontrarmos, em todos os detalhes.

-Infelizmente – ele refletiu – diante disso, acredito que a sonda que está a caminho de Marte não é o suficiente para confirmar o que temos lá. Teremos que ter uma abordagem mais direta.

-O que você tem em mente? – Anna perguntou.

-Independente do que encontrarmos lá, nós teremos que ir a Marte pessoalmente para confirmar. Eu terei que falar com o Presidente sobre isso.

Ficamos todos apreensivos. E a reunião encerrou-se naquele mesmo momento. Não havia mais nada a ser dito.

Na saída chamei Anna para o laboratório. Tinha que conversar sobre aquilo, a reunião não foi o suficiente para mim. Mal chegamos na sala, eu comecei a bombardeá-la:

-O que foi aquilo? Você acredita mesmo em Won?

-É a verdade. Você sabe Schumann. Por mais estranho que pareça, eu sempre vi aquelas bactérias com certa desconfiança. Foi algo instintivo. Algo estava errado, eu sentia isso.

-E quanto a Marte? Estamos perdendo nosso tempo? Não tem nenhum esporo de bactéria lá, não é?

Percebendo meu desespero, ela colocou sua mão direita sobre meu ombro, olhou-me bem nos olhos e permaneceu quieta. Parecia querer ler minha alma. Aquilo teve um impacto enorme em mim, senti meu coração disparar e minha respiração descontrolar-se. Não sei dizer o que pensei, se é que pensei algo, mas aqueles olhos castanhos e confiantes me olhavam.
Ela deu um leve sorriso, e me acalmei quase instantaneamente:

-Acalme-se Carl. Vamos saber a resposta para sua pergunta em alguns meses. – Ela apertou um pouco meu ombro enquanto dizia isso. Olho no olho, e alguma coisa aconteceu dentro de mim. Pelo que vi em seus olhos, algo aconteceu em nós. Mas, logo a seguir, em uma fração de segundo, sua atenção desviou-se para longe, ela abaixou os olhos que se tornaram turvos. Ficou confusa, e afastou-se de mim. E pude ver a mudança, ela estava de novo tomada por uma fúria. Virou-se e quando já ia saindo, eu, num momento de reflexo, segurei sua mão e a intimei:

-O que está acontecendo doutora? Por que este comportamento estranho?

Ela hesitou. Não me olhou diretamente, sentou-se e desatou a falar.

-Se refere ao meu estado emocional descontrolado? É simples, Carl, estou à mercê das notícias que não veem. Meu marido está incomunicável a mais de um mês. Não sei o que está acontecendo e o Kremlin não parece se importar com isso. Dizem que ele está naquela guerra, em uma missão secreta, sei lá. Não aguento mais isso. Eu até estava levando bem até o último mês, trabalhando como uma condenada. Porém, agora que nos resta esperar a sonda chegar a Marte… Estou esperando o pior a cada ligação…

Ela continuou falando e desabafando. Parecia que não tinha mais ninguém para ouvi-la. Falou sobre seus temores com a guerra, e como cada telefonema era uma tortura. E como não podia ficar um minuto sem fazer alguma coisa. E quanto à noite, sozinha em casa, era o pior. Só sabia chorar e quase não conseguia mais dormir.

Aquilo explicava tudo. Quem poderia viver tranquilamente e trabalhar tendo um pesadelo destes?

-Carl, eu não deveria dizer estas coisas para você. Não queria te envolver em meus problemas, você não tem nada com isso. Mas eu precisava falar. Isso estava me matando por dentro. Estava ficando doente.

-Doutora, às vezes nós devemos simplesmente contar com as pessoas. Eu não sou muito bom com amizades. Não sei direito o que fazer para cultivá-las. Normalmente eu estrago tudo. Mas se precisar de um amigo, conte comigo. Eu sou bom ouvinte.

Novamente ela me olhou. Com ternura desta vez. E novamente, depois de alguns instantes sua atenção foi para outro lugar. E, minha proposta em vez de fazer ela se acalmar, fez ela se agitar ainda mais. Ela levantou-se, e se afastou mais rápido desta vez. E com uma perturbação clara na voz disse, sem me olhar:

-Somos profissionais aqui, Carl. Não devemos confundir as coisas. Não devo mais falar sobre isso contigo. Esqueça. Esqueça…

Saiu da sala enquanto falava. Eu, desta vez, não reagi. Fiquei apenas sentado, um tanto desapontado.

Como disse a ela, eu costumava estragar tudo. E parecia que tinha dito algo que tivera este exato efeito.

Doutor Gavin, viajou para Washington naquela semana. Provavelmente teria que falar pessoalmente com o Presidente sobre o caso de Encélado. Teríamos que aguardar as decisões para determinar o que faríamos a seguir.

Enquanto isso, nas semanas seguintes, eu trabalhei com Cláudio nos sistemas e programas para analisar os dados que seriam colhidos pela Phoenix. Tivemos tão pouco tempo para preparar a máquina, que ainda restava muito a fazer para os sistemas em terra.

Anna, por sua vez, isolou-se ainda mais. Minhas tentativas de aproximação foram infrutíferas. Ela se esquivava sempre. Até que eu percebi que ela precisava de espaço e não insisti mais.

Eu não podia parar de pensar em seu sofrimento e em minha total incapacidade de fazer qualquer coisa para diminuí-lo.

Até que, numa manhã ensolarada, recebi um telefonema do Dr. Reynaud informando que ela iria viajar para Moscou naquele mesmo dia e iria retornar em algumas semanas. Mal tive tempo para despedir-me.

Continua

2001, Uma Odisséia no Espaço

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Mais conhecido como “O” filme de ficção científica mais incensado de todos os tempos, 2001, Uma Odisséia no Espaço, tem despertado a imaginação de várias gerações desde 1968.

Simultâneo ao desenvolvimento do filme, foi escrito o livro de mesmo nome, por Arthur C. Clarke, com idéias do cineasta Stanley Kubrick. O cineasta se negou a assinar com C.Clarke a autoria do livro apesar de sua grande participação.

Estou lendo o livro no momento, e estou começando a entender de maneira completa algumas coisas que o filme deixa subentendido. O filme é complicado, e fica uma sensação de perplexão que me impressionou extremamente quando vi em minha infância. Estou planejando terminar o livro e ver o filme novamente.

Tycho

A história do livro começa com a evolução de homens macacos, segue com uma descoberta fenomenal em Tycho, uma cratera lunar, e rapidamente vai parar em uma expedição a Júpiter e além!

Aliás em minhas fotos da Lua idenfiquei claramente a cratera Tycko:

Posição de Tycho
Tycho

A cratera Tycho possui 80 quilômetros de diâmetro e profundidade de até 4800 metros. Para ter uma idéia do tamanho, o diâmetro é igual a distância de São José dos Campos a Guarulhos.

Bloco-de-Notícias / Web?

O livro erra feio sobre quais as capacidades de viagens interplanetárias teríamos em 2001, sobre a inteligência dos computadores e sobre colônias na Lua. Porém alguns detalhes da tecnologia, o autor acertou em cheio.

Uma referência interessante que vi no livro é a respeito de uma máquina chamada Bloco-de-Notícias. O equipamento era um capacete que ligado a espaçonave, permitia verificar as notícias e comunicados da Terra. Rapidamente o equipamento mostrava as principais notícias no visor e permitia selecionar uma notícia para lê-la em completo. Depois selecionava para voltar a página principal e assim podia selecionar os vários assuntos. Isso lembra a Web, não?

Em 1968 quando o livro foi escrito, nem mesmo a rede internet tinha começado. A idéia inicial da internet, a Arpanet é de 1969. A Web como conhecemos é de 1989. No entanto a idéia de folear notícias em meio eletrônico já estava na cabeça das pessoas a mais tempo.

Originalidade de Dan Brown

Outra coisa que me chamou a atenção no livro, foi a falta de originalidade de Dan Brown em seu livro Ponto de Impacto. Li o mesmo a alguns meses, e quando os pesquisadores fazem a descoberta em Tycho em 2001, e mesmo a forma de conduzir o pesquisador até a base antes de revelar o que está esperando por ele, ficou bem familiar. Não acho pouco provável que Dan Brown tenha feito uma grande referência a “Odisséia”.

Lembro que Dan Brown é o escritor de Código da Vinci, uma obra recheada de referências.

Outro detalhe, o livro Ponto de Impacto foi lançado no ano de 2001, mas isso já é uma informação que um paranóico de teorias de conspirações leva em conta.

Faça uma busca de preços do filme: 2001- Uma Odisséia no Espaço no Buscapé. (a partir de R$19,90). Infelizmente o livro não está disponível nas lojas online.
Faça uma busca de livro: Ponto de Impacto no Buscapé. (a partir de R$18,90).

Carlos Drummond: Um Diamante no meio do caminho

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.”
Carlos Drummond de Andrade

Hoje, 31 de outubro é aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, considerado um dos principais poetas modernistas brasileiros. Escreveu poemas, livros infantis, contos e crônicas.

Nasceu em Itabira/MG em 1902 e faleceu no Rio de Janeiro em 1987. Sua poesia da Pedra no meio do Caminho foi uma das poucas poesias que me marcou a infância.

Na ocasião de 100 anos de seu nascimento foi homenageado com uma estátua no posto 6 da praia de Copacabana no Rio de Janeiro:

Drummond
Estátua feita pelo artista mineiro Leo Santana, Copacabana, Rio de Janeiro.

Fique atento, poesia custa mais barato do que você imagina: Pesquise preços no Buscapé de Livros de Carlos Drummond de Andrade, livros de poesia e pacote de viagens.