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Primeira manutenção do Hubble – STS-61

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A confirmação da quarta visita do Ônibus Espacial ao telescópio Hubble no ano de 2008 me trouxe a mente a primeira e mais dramática destas visitas.

Fui pesquisar um pouco para encontrar alguns detalhes desta histórica missão.

Logo após o lançamento do Hubble em abril de 1990 foi descoberto um problema extremamente sério com o funcionamento do telescópio. Os cientistas não conseguiram obter nenhuma imagem de qualidade. Todas saiam totalmente desfocadas. Um investimento de mais de 10 Bilhões de dólares e conseguiram um telescópio pior do que meu binóculo.

Espelho Hubble Espelho do Hubble durante contrução do Telescópio.

Várias análises depois, descobriu-se que o espelho principal do telescópio estava com um problema de aberração esférica. Substituir o espelho em órbita era impraticável, devido ao projeto de construção do telescópio. E os anos seguintes foram de intenso trabalho para determinar uma maneira de corrigir o problema.

A solução encontrada foi construir óculos corretivos. Um conjunto ótico de espelhos e lentes colocados em frente ao espelho principal corrigiriam o problema. Este conjunto foi chamado COSTAR – Corrective Optics Space Telescope Axial Replacement.

Costar Costar, lentes e espelhos corretivos.

Como contingência foi construído também uma nova Camera WFPC – Wide Field Planetary Camera com a correção esférica em si mesma. O Costar iria corrigir a aberração para todos as câmeras e equipamentos já instalados menos para a nova câmera.
WFPC
Astronautas durante o treinamento da troca da Câmera WFPC.

Assim ou o Câmera ou o Costar iria tornar o telescópio utilizável.

A missão STS-61 da nave Endeavour foi a responsável pela instalação destes equipamentos. Em dezembro de 1993, mais de 3 anos após o lançamento do Hubble, quatro astronautas revezaram nos procedimentos de manutenção.

Tripulação STS61
Tripulação STS-61 que tornou o Hubble totalmente operacional pela primeira vez.

Entre outras coisas, foi trocado giroscópios, magnetômetros e os painéis solares inteiros! E no sexto trocaram a camera antiga pela nova e finalmente no sétimo dia de missão instalaram o Costar.

Coube aos astronautas Kathryn Thornton e Tom Akers realizar esta delicada tarefa. A instalação da Costar foi realizada com o telescópio “a noite”, isso é, com o sol escondido atrás da Terra. O objetivo foi minimizar as mudanças de temperatura que poderiam contaminar a ótica. Foi uma das operações mais complexas já realizadas no espaço até aquele momento.

Troca do Costar
Kathy e Akers durante a instalação do Costar

Aliás Kathy é mãe de nada menos de 5 filhos, sendo 2 adotivos. Este foi seu terceiro de um total de 4 vôos espaciais, totalizando 975 horas no espaço e 21 horas em atividade extraveicular (EVA). Nada mal para uma doutora e mãe de família: salvar o Hubble!

Mas sobre a missão STS-61, foram um total 35 horas e 28 minutos de muito trabalho fora da Shuttle. Como foi a primeira tentativa de manutenção do Hubble em órbita, o próprio conceito foi testado. Outras tarefas, foram realizadas, tudo com 100% de sucesso.

Eva STS-61

Seis semanas após o fim da missão, e com o alinhamento da ótica realizado, foi obtido as primeiras fotos de qualidade do telescópio Hubble, demonstrando o perfeito funcionamento dos equipamentos instalados.

Antes e Depois
a. Telescópio terrestre, b. Hubble com defeito, c. Hubble após Coster

O restante já vimos por aqui na série de imagens que o Hubble produziu nestes mais de 14 anos de funcionamento.

Fontes:

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Hubble em Imagens: Brindes Especiais.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

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Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:

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Está chegando ao fim a série de imagens mais fantásticas já produzidas pelo Hubble. E para comemorar preparei algumas surpresas. Brindes especiais cortesia do site oficial do Hubble:

Telas de fundo

Enfeite a tela de seu computador com as imagens mais fantásticas já produzidas pelo Hubble. Imagens já do tamanho de sua tela: 800×600, 1024×768 ou 1280×1024. Clique na imagem correspondente e escolha como tela de fundo.

Marte
Marte 800×600
Marte 1024×768
Marte 1280×1024
Galáxia NGC 4676 The Mice
Galaxia800×600
Galaxia 1024×768
Galaxia 1280×1024
Nebulosa Helix
Helix Nebula 800×600
Helix Nebula 1024×768
Helix Nebula 1280×1024
Nebulosa Águia
Nebulosa Águia 800×600
Nebulosa Águia 1024×768
Nebulosa Águia 1280×1024
Maquete Hubble

Gostaria de ter uma maquete do Hubble para enfeitar seu quarto ou escritório?

Esta é uma maquete completa do Hubble feita totalmente em papel recortado dobrado e colado. Lembra daqueles modelos que vinham na caixa de Sucrilos?

Basta imprimir os arquivos em papel de gramatura alta, recomendado maior que 180g/m2, e usar cola, estilete e/ou tesoura. As instruções estão em inglês, porém são ricas em figuras o que dá para realizar a montagem:

Maquete Hubble Parte Externa.

Manual Hubble Parte Externa

Maquete Hubble Parte Interna.

Manual Hubble Parte Interna

Se este for um modelo muito complicado para você, temos um aqui um tanto mais simples:

Modelo Mais Simples Manual do Modelo mais Simples

Espero que tenham gostado desta série, e se quiserem mais conteúdo sobre o Hubble, procure em inglês no site oficial:

http://hubblesite.org/

Hubble em Imagens. 5ª Parte: Aglomerados Estelares

terça-feira, 6 de novembro de 2007

hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Os Aglomerados Estelares, são uma espécie de “mini galáxia”, formada por milhares ou milhões de estrelas agrupadas em um centro de gravidade.

Existe dois tipos de Aglomerados Estelares ou Clusters: os Abertos e os Globulares.

Globular Clusters (Aglomerados Globulares) são aglomerados de formação mais antiga e com estrelas mais antigas. Formado por milhares ou milhões de estrelas, estão presentes em grande quantidade em nossa galáxia. Tem a forma esférica e uma visão difusa em um telescópio pequeno.

Open Clusters, por sua vez, são aglomerados estelares de formação bem mais nova e são formadas por centenas de estrelas. A força da gravidade estaria começando a modificar a posição das estrelas e com o tempo a gravidade aumenta conforme a massa vai acumulando em um centro gravitacional. As estrelas se posicionam de forma desordenada no aglomerado.

M15 – Globular Cluster típico

Aglomerado Tucanae

Detalhe de Tucanae

Outro Cluster Globular M4

Aglomerado Duplo na Grande Nuvem de Magalhães

R136: Um Cluster de estrelas massivas em Nebula 30 Doradus

Outro Cluster, Mayall II, este na vizinhança de M31 a Galáxia de Ândromeda.

Omega Centauri: abaixo detalhe de um Globular Cluster que já vi em meu telescópio. A aparência no meu telescópio é mais próximo da foto anterior. É visível mesmo sem telescópio, desde que o céu esteja bem escuro. Neste caso parece uma fraca estrela um pouco nebulosa.

Star Cluster R136 in Nebula 30 Doradus – Aglomerado Aberto

Pleiades: Aglomerado Aberto perfeitamente visível sem telescópio em Touro.

Encerramos assim a série Hubble em Imagens. Estamos preparando uma surpresa para quem seguiu esta série. Não perde por esperar.

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/

Hubble em Imagens. 4ª Parte: “Nebulosas = Vida?”

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Esta é a quarta parte das imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, estou publicando em blocos. Vamos ver hoje uma série de Nebulosas de Emissão e Reflexão.

As nebulosas de Emissão são formadas por nuvens de partículas ionizadas (plasma), que em altíssima temperatura emitem luz de várias cores diferentes.
Já as nebulosas de Reflexão são nuvens de poeira que ainda não chegaram ao ponto de ionizarem mas já são visíveis pois refletem a luz de estrelas próximas ou mesmo de uma nebulosa de emissão vizinha.

Ambas são relacionadas com a formação de novas estrelas. Quando as partículas se agrupam e aquecem conforme a gravidade vai aumentando e mais matéria é acumulada, uma determinada temperatura é atingida e é iniciado a reação em cadeia da fusão nuclear. Em outras palavras a estrela “acende”.

Em uma galáxia vizinha estrelas na infância: em infravermelho é possível ver as estrelas já formadas

Mais detalhes de estrelas muito brilhantes na infância

Estrelas jovens esculpem ondas de gás na Pequena Nuvem de Magalhães

Grande Núvem de Magalhães

Uma das mas conhecidas imagens geradas pelo Hubble, pilares de gás em na Nebulosa da Águia(M16): área de formação de estrelas

“Ovos” estelares emergem da nuvem de moléculas: close nos “glóbulos evaporando” em M16.

Nebulosa Cone NGC 2264: outro pilar de formação de estrelas

Nebulosa de Reflexão NGC 1999: a luz da estrela refletindo na poeira:

A Nebulosa Bolha (NGC 7635):

Detalhe da região de formação de estrelas na Nebulosa Carina:

Nebulosa Trifídia: berço de estrelas “iluminado” pela radiação de uma estrela vizinha

Visão geral da Nebulosa Orion

Detalhe da estrutura da Nebulosa Orion

Enfim Nebulosa Cabeça de Cavalo na constelação de Orion

Detalhe da “Cabeça do Cavalo”:

Fonte:

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/