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Veja um cometa hoje a noite

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

No início do ano (2007) perdi a oportunidade de ver o mais brilhante cometa dos últimos 40 anos o grande McNaught. Para ter uma idéia da beleza deste cometa, veja só:

Cometa McNaught por Kevin Crause

Para ficar frustrado não é? Perdi pelo tempo fechado que fez em minha região durante todo o mês de janeiro de 2007.

Na última semana um novo cometa está aparecendo pelos céus na madrugada. Não é tão bonito como o McNaught, mas está brilhante até para vista desarmada. Ele não vai apresentar uma calda longa, pois ainda está longe do Sol, mas vai apresentar um enfumaçado ao redor do núcleo, como se olhássemos o cometa de frente. O cometa 17p/Holmes é um cometa periódico que de vez em quando tem um efeito de aumento de brilho chamado “outburst”. É a segunda chance este ano de eu ver o meu primeiro cometa.

Se você tiver tempo bom onde você está dê uma olhada nele:

Localização do Cometa 17P/Holmes
Localização do Cometa 17P/Holmes nos céus de São José dos Campos às 0h40min do dia 01/11/2007

O horário para visualizar o cometa nesta posição do céu aumenta conforme você está mais ao sul de São Paulo e diminui conforme você está mais ao Norte. Para quem está na região norte e nordeste a visualização fica muito melhor. Conforme mais tarde o cometa vai subindo no céu.

O cometa está marcado com círculos concêntricos vermelhos em Perseu. Se não está acostumado com as constelações, parta de Orion (3 marias) e vai indo à direita e abaixo, localize Touro e por fim encontre Perseu. Ele estará próximo a esta posição até o fim de novembro.

Segundo o pessoal do Cosmofórum o brilho está diminuindo. Aqui na minha cidade está formando uma tempestade. Ontem não choveu, mas nuvens cobriram todo o céu não dando trégua. Justo minha primeira folga da faculdade em uma terça-feira, quando o Observatório do CTA está aberto.

Veja o Outburst:

Será que ainda vai brilhar por alguns dias?

 

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Hubble em Imagens. 3ª Parte: “Nebulosas = Morte?”

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Esta é a terceira parte das imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, estou publicando em blocos. Vamos ver hoje uma série de Nebulosas do tipo Planetária e resquícios de SuperNovas .

Nebulosas Planetárias são objetos astronômicos formados a partir da evolução do ciclo de vida de uma estrela. Seria algo como “os restos mortais” de uma estrela Gigante Vermelha que entra em colapso, ejetando grande quantidade de gás.
Já os resquícios de Super Novas, são o resultado da “explosão” de uma Estrela Super-massiva.

Portanto a séria de imagens de hoje representará a Morte de estrelas. No próximo artigo veremos como as estrelas nascem.

Vamos começar com uma série de imagens da Nebulosa Helix. Três imagens: uma mostrando todo o esplendor da nebulosa, e duas mostrando alguns detalhes.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004032d/
Nebulosa Helix: O resultado da morte de uma Estrela.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2003011b/
Filamentos como cometas ao longo do interior do Anel de Helix

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2003011i/
Close-Up da Nebulosa Helix

Nestas quatro imagens a seguir podemos verificar a evolução de Nebulosas Planetárias em momentos diferentes. Na primeira imagem a nebulosa ainda é pequena e formada por relativamente frio gás nitrogênio incandescente. Durante milhares de anos, as nuvens de gás se expandem como vemos nas figuras a seguir. Na Nebulosa mais antiga hidrogênio e oxigênio aparecem mais estendidos.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2007033a/
Expansão de Nebulosa: He 2-47, NGC 5315, IC 4593 e NGC 5307.

As imagens de Nebulosas obtidas pelo Hubble são encantadoras, selecionar apenas algumas foi bem difícil. Desde que os telescópios ganharam qualidade e que mais e mais Nebulosas foram descobertas, os Astrônomos tiveram que usar de criatividade para nomeá-las. Alguns nomes auto-explicativos:

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004027a/
Nebulosa Olho de Gato

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2005037b/
Nebulosa Crab: Caranguejo

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2000007a/
Nebulosa Esquimó(NGC 2392): em um telescópio comum parece um rosto com uma jaquetão de esquimó ao redor.

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2002019a/
Nebulosa Gomez’s Hamburger

 

Os formatos como podem ver são bem variados. Temos alguns outros formatos diferentes:

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004046a/
NGC 6302: Em forma de uma Borboleta

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004011a/
HD 44179: um Retângulo vermelho perfeito

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr1996007a/
Nebulosa MyCn18: uma Ampulheta.

 

Uma nebulosa registrada pelo Hubble demonstrou uma grande evolução durante vários anos, deixando registrado como as estrelas morrem rapidamente:

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2005002g/
Nebulosa V838 Monocerotis: A evolução dramática da morte de uma estrela

 

Por fim vamos ver o que sobrou da explosão de uma estrela a 15000 anos atrás:

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr1993001a/
Cygnus Loop: resquício de uma Super Nova.

 

Por hoje é só. Esta foi uma das seqüências mais difícil de selecionar, diante da enorme quantidade de imagens belíssimas. No próximo artigo veremos os berços das estrelas, nebulosas de emissão e reflexão. (e finalmente a Nebulosa Cabeça de Cavalo)

 

Fonte:

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/

Hubble em Imagens. 2ª Parte: Galáxias.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Esta é a segunda parte das imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, estou publicando em blocos.
Nesta segunda parte iremos ver alguma das mais fabulosas imagens de Galáxias. Desde galáxias vizinhas a nossa Via Láctea, até as mais distantes imagens já captadas.

“Uma galáxia é um grande aglomerado de milhares de milhões de estrelas e outros objetos astronômicos unidos por forças gravitacionais e girando em torno de um centro de massa comum.” (Wikipedia)

O universo observável é formado por provavelmente mais que 100 bilhões de galáxias.

O Sistema Solar, onde está a nossa Terra, é parte da Galáxia chamada Via Láctea. Em uma noite sem lua em um lugar escuro é possível identificar um caminho onde as estrelas são mais numerosas: este caminho é a visão da nossa Galáxia.

Os tipos de Galáxias de acordo com a classificação utilizada pela equipe do Hubble:

kindgalaxy.png
Tipos de Galáxias: “E” indica galáxias elípticas, “S” em espiral e SB é uma galáxia “espiral em barra”.

Além destas temos também as Galáxias Irregulares.

Galáxia em Espiral

Uma Galáxia em espiral pode ter a seguinte aparência:

Galáxia em Espiral NGC 4622, gira em sentido anti-horário.
Galáxia em Espiral NGC 4622, girando em sentido anti-horário.

Outro Exemplo de uma Galáxia em Espiral:

NGC 3370: Galáxia em Espiral onde foi descoberta um supernova em 1994
NGC 3370: Galáxia em Espiral onde foi descoberta um supernova em 1994.

Galáxias Espirais em Barra (barred spiral)

Galáxias Espirais em Barra possuem uma núcleo em forma de barra que depois se estende em braços espirais. Em torno da metade das galáxias em espiral são deste tipo. Melhor para entender é ver uma galáxia deste tipo:

Galáxia NGC 1300: Espiral em barra típica
Galáxia NGC 1300: Espiral em barra típica

Outro exemplo de espiral em barra é a galáxia vizinha Andrômeda, que está a 2,5 milhões de anos-luz de distância.

Andrômeda: Núcleo Duplo
M31 Andrômeda: Hubble descobre um núcleo duplo.

Assim como Andrômeda acredita-se que a nossa própria galáxia Via Láctea também é uma Espiral barrada.

Galáxias Elípticas

Galáxias em forma de esferas gigantescas. Algumas se confundem com estrelas enfumaçadas, outras tem o conteúdo mais exótico.

NGC 1316: Uma esfera com milhões de Estrelas depois de uma colisão
NGC 1316:Hubble identificou evidências de colisão com outra Galáxia.

NGC 4881: parece uma estrela enfumaçada.
NGC 4881: parece uma estrela enfumaçada. (ou minha 1ª foto de Júpiter)

Galáxias Irregulares

As galáxias não apresentam somente estes formatos apresentados. Elas também podem ter formatos bem estranhos. Quando Galáxias próximas interagem entre si em colisões e canibalismo as possibilidades de formatos se multiplicam.

Hoag’s: uma esfera e anel
Hoag’s: uma esfera e anel

M51: Uma dupla de galáxias se canibalizando.
M51: Uma dupla de galáxias se canibalizando.

As colisões provocam distorções bastante acentuadas, como na Galáxia Girino. Imaginou que existisse uma galáxia com um nome mais estranho?

Tadpole/Girino: Distorcido por uma colisão.
Tadpole/Girino: Distorcido por uma colisão.

Outro tipo de distorção provocou o bamboleio desta outra Galáxia:

Eso 510-G13: distorção provocou o bamboleio desta Galáxia.
Eso 510-G13: distorção provocou o bamboleio desta Galáxia.

Outras imagens de Galáxias.

Outras imagens importantes de Galáxias realizadas pelo Hubble foi o uso de uma lente gravitacional para obter as mais distantes/antigas imagens já captada pelo homem:

Lentes Gravitacionais para obter imagem de 13 bilhões de anos luz
Lentes Gravitacionais para obter imagem de 13 bilhões de anos-luz

O uso de Lentes Gravitacionais consiste em utilizar a distorção da luz provocada pela gravidade de uma galáxia relativamente próxima, para ampliar o brilho das imagens de galáxias mais distantes.

Outro estudo foi a captação de Jatos de Elétrons ejetados pelo buraco negro do interior do núcleo de uma Galáxia. Estudos do Hubble confirmaram que a maioria das Galáxias possuem em seu núcleo um ou mais buracos negros.

M87: emissão de Jato de elétrons pelo buraco negro de seu núcleo.
M87: emissão de Jato de elétrons pelo buraco negro de seu núcleo

Bom, por hoje é só. Existem milhares de outras fotos de galáxias feitas pelo Hubble. Procurei aproveitar as imagens fabulosas para divulgar um pouco de conhecimento sobre as galáxias. Espero que tenham gostado.

Para a terceira parte de “Hubble em Imagens” estarei selecionando imagens de Nebulosas. Não vai faltar a clássica Cabeça de Cavalo, é claro.

Ninguém comentou sobre as fotos, poderiam deixar um comentário se esta série está agradando?

Rumo aos asteróides – Sonda Dawn

quinta-feira, 28 de junho de 2007
.!.

Lançamento da Sonda Dawn

Lançamento da Sonda Dawn

Lançada quinta-feira, dia 27 de setembro de 2007 às 8h34 da manhã a sonda Dawn tem o objetivo de estudar a formação do sistema solar através do estudo dos Asteróides Vesta e Ceres.

O lançamento foi realizado com um foguete Delta, bastante comum, aliás pela foto é bastante parecido com o VLS brasileiro. O que a sonda tem de especial são os motores que o levarão até o cinturão de asteróides. São motores de íons testados pela primeira vez na missão Deep Space 1.

Motores de Íons

Deep Space 1

O funcionamento consiste em uma série de reações químicas com Xeon e energia elétrica gerada pelos painéis solares. O desenho do motor força a aceleração dos íons de Xeon até 35000m/s. Como eles tem uma massa muitíssimo pequena, a lei da ação e reação faz a sonda ganhar velocidade na taxa de 7×10-5m/s, ou 0,00007m/s.
Isso parece muito pouco, mas em 4 anos, que é o tempo da viagem, a velocidade da nave poderia estar em:

v=a*t (partindo do repouso, o que não é o caso)
v=0,00007 *1316000s (4 anos em segundos)
HD enchanted
v=9224,2m/s!! ou 33207,12 km/h, equivalente a 3% da velocidade da luz!!

Ok, este valor é teórico, teríamos outras variáveis a colocar, como a gravidade da terra, dos outros planetas, etc, etc.

O projeto pretende atingir a velocidade 8.850 quilômetros por hora em um ano e durante todo o período usar apenas 57kg de combustível. O que já foi provado ser possível com os testes da nave Deep Space 1.

Os Asteróides Vesta e Ceres:

asteroids3new.jpg

O conhecimento atual do cinturão de asteróides indica que com a formação de Júpiter o processo de aglutinação de um outro planeta na faixa do cinturão parou. O estudo destes asteróides é importante, pois nos dá indicadores de como se formaram os planetas rochosos. Entendê-los é aprender sobre a Terra em sua formação.

Fontes

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