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Minha Lua de São Jorge

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Finalmente depois de mais de 2 meses na última quarta-feira, dia 21 de novembro de 2007 à noite, tive o céu aberto para olhar as estrelas e a Lua.

Começei procurando o cometa Holmes, em Perseu. Porém como está muito perto da Alfa Perseu não foi possível distinguí-lo. A lua também não ajudou muito. Pelo menos confirmei que o que vi no dia 10 de novembro de 2007 foi mesmo o cometa, já que a mancha já não estava lá.

Aproveitei o momento e resolvi testar o suporte que fiz para fixar minha câmera digital ao telescópio. Apontei o Willy para Lua, fixei a câmera e fiquei procurando por vários minutos a imagem na telinha LCD. Depois de 5 minutos frustrantes percebi que tinha esquecido de tirar a tampa do tubo do telescópio :-P !

Desfeita a burrada, começei a focalizar a lua e logo vi que as fotos ficariam no mínimo lindas. Aí estão as duas melhores fotos com o mínimo de tratamento no Gimp:

Primeira Imagem da LuaSegunda imagem da Lua

 

Para minhas primeiras imagens da inspiradora dos casais apaixonados até que ficaram boas. Aproveitei a melhor imagem e resolvi verificar o que conseguiria identificar na foto. Preparei então meu próprio mapa de nosso vizinho celeste mais próximo:

Mapa Lunar:

Mapa Lunar, clique para ampliar

Adorei preparar o mapa, foi a melhor maneira de memorizar algumas crateras e mares da Lua. Só tome cuidado com este mapa, ele está invertido, pois é a visão de um telescópio refletor. Se tiver paciência outra hora eu inverto para a visão com binóculo ou mesmo a olho nú.

Veja que identifiquei os principais mares e crateras e com estas referências, indicar onde foram os pousos das naves Apollo não ficou nada difícil.

Grandes Telescópios da Nasa

domingo, 25 de novembro de 2007

Acredito que o mais conhecido telescópio é o Hubble. O telescópio espacial desenvolvido pela Nasa e pela ESA européia, é responsável por um enorme crescimento do conhecimento na área de Astronomia, e também pelo fascínio e estímulo ao estudo de ciência de muitas pessoas ao redor do mundo. As imagem obtidas por suas câmeras tem confirmado teorias e refutado outras.Um dado menos conhecido do grande público, é que a Nasa e não ficou apenas no primeiro e mais famoso telescópio espacial. Foram lançados nada menos que 4 grandes telescópios espaciais: Hubble, Compton, Chandra e Spitzer.

Cada um destes telescópios atua em uma faixa de freqüência do espectro eletromagnético, permitindo captar cada nuance dos sinais emitidos pelos objetos estelares, planetas distantes, nuvens de poeira e outros objetos.

Hubble

Hubble

O primeiro telescópio do grupo foi lançado em 1990 por um Ônibus Espacial. Foi atualizado com a troca de vários de seus instrumentos, e atualmente permite visualização do Universo no comprimento de onda de ultravioleta, visual e infravermelho próximo .

Compton

Compton

O segundo telescópio lançado em 1991 captava a mais alta energia produzida no Universo: os Raios Gama. Com 4 instrumentos a bordo, permaneceu em órbita até o ano de 2000 quando foi destruído em uma reentrada controlada na atmosfera. Atingiu os objetivos planejados gerando um grande mapa com as emissões da radiação gama.

Chandra

Chandra

O terceiro membro da família, tem objetivo de captar emissões de Raio X. Colocado em órbita em julho de 1999, permitiu a observação de objetos como buracos negros, quasars e gases em alta temperatura. Estes objetos não são captáveis pelo espectro visível.

Imagens falsas combinando os sinais detectados em raio X produzem informações preciosas para entender o funcionamento do universo.

Spitzer

Spitzer

O último elemento é o telescópio Spitzer. Captando a radiação infravermelha ou calor completando assim a faixa de freqüências do espectro. Contruindo imagens de cores falsas permitem detectar estrelas no interior de nuvens de poeira que filtram o espectro de radiação visível e deixam o calor passar. Não é possível detectar estas emissões de telescópio terrestres pois a atmosfera funciona como um filtro para esta faixa.

Estou planejando uma série de imagens para o telescópio Spitzer, nos moldes das imagens do Hubble. Minhas pesquisas nos catálogos disponíveis na internet já me deixaram extremamente animado.

Fonte: www.nasa.gov

Primeira manutenção do Hubble – STS-61

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A confirmação da quarta visita do Ônibus Espacial ao telescópio Hubble no ano de 2008 me trouxe a mente a primeira e mais dramática destas visitas.

Fui pesquisar um pouco para encontrar alguns detalhes desta histórica missão.

Logo após o lançamento do Hubble em abril de 1990 foi descoberto um problema extremamente sério com o funcionamento do telescópio. Os cientistas não conseguiram obter nenhuma imagem de qualidade. Todas saiam totalmente desfocadas. Um investimento de mais de 10 Bilhões de dólares e conseguiram um telescópio pior do que meu binóculo.

Espelho Hubble Espelho do Hubble durante contrução do Telescópio.

Várias análises depois, descobriu-se que o espelho principal do telescópio estava com um problema de aberração esférica. Substituir o espelho em órbita era impraticável, devido ao projeto de construção do telescópio. E os anos seguintes foram de intenso trabalho para determinar uma maneira de corrigir o problema.

A solução encontrada foi construir óculos corretivos. Um conjunto ótico de espelhos e lentes colocados em frente ao espelho principal corrigiriam o problema. Este conjunto foi chamado COSTAR – Corrective Optics Space Telescope Axial Replacement.

Costar Costar, lentes e espelhos corretivos.

Como contingência foi construído também uma nova Camera WFPC – Wide Field Planetary Camera com a correção esférica em si mesma. O Costar iria corrigir a aberração para todos as câmeras e equipamentos já instalados menos para a nova câmera.
WFPC
Astronautas durante o treinamento da troca da Câmera WFPC.

Assim ou o Câmera ou o Costar iria tornar o telescópio utilizável.

A missão STS-61 da nave Endeavour foi a responsável pela instalação destes equipamentos. Em dezembro de 1993, mais de 3 anos após o lançamento do Hubble, quatro astronautas revezaram nos procedimentos de manutenção.

Tripulação STS61
Tripulação STS-61 que tornou o Hubble totalmente operacional pela primeira vez.

Entre outras coisas, foi trocado giroscópios, magnetômetros e os painéis solares inteiros! E no sexto trocaram a camera antiga pela nova e finalmente no sétimo dia de missão instalaram o Costar.

Coube aos astronautas Kathryn Thornton e Tom Akers realizar esta delicada tarefa. A instalação da Costar foi realizada com o telescópio “a noite”, isso é, com o sol escondido atrás da Terra. O objetivo foi minimizar as mudanças de temperatura que poderiam contaminar a ótica. Foi uma das operações mais complexas já realizadas no espaço até aquele momento.

Troca do Costar
Kathy e Akers durante a instalação do Costar

Aliás Kathy é mãe de nada menos de 5 filhos, sendo 2 adotivos. Este foi seu terceiro de um total de 4 vôos espaciais, totalizando 975 horas no espaço e 21 horas em atividade extraveicular (EVA). Nada mal para uma doutora e mãe de família: salvar o Hubble!

Mas sobre a missão STS-61, foram um total 35 horas e 28 minutos de muito trabalho fora da Shuttle. Como foi a primeira tentativa de manutenção do Hubble em órbita, o próprio conceito foi testado. Outras tarefas, foram realizadas, tudo com 100% de sucesso.

Eva STS-61

Seis semanas após o fim da missão, e com o alinhamento da ótica realizado, foi obtido as primeiras fotos de qualidade do telescópio Hubble, demonstrando o perfeito funcionamento dos equipamentos instalados.

Antes e Depois
a. Telescópio terrestre, b. Hubble com defeito, c. Hubble após Coster

O restante já vimos por aqui na série de imagens que o Hubble produziu nestes mais de 14 anos de funcionamento.

Fontes:

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O Cometa 17p Holmes está se apagando.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O grande cometa 17p/Holmes, o primeiro que vejo com meus próprios olhos, está diminuindo de brilho consistentemente desde seu “outburst” de 23 de outubro.

Cometa Holmes fotografado pelo HubbleCometa Holmes fotografado pelo Hubble

Segundo as fotos do telescópio espacial Hubble, o brilho está diminuindo conforme a coma vai se expandindo. Por outro lado o núcleo do cometa está muito ativo e brilhando mais que 10 vezes o brilho comum nesta posição da órbita do cometa. Relatos no forum Cosmobrain indicam que ainda é possível vê-lo.

É mais fácil de localizá-lo com um binóculo. Veja de novo a posição dele na região norte/nordeste do céu:

Posição do Holmes em Perseu

Visão de um Binóculo em 10 de Novembro e previsão para 21 de Novembro:

Holmes se movendo
Estrela mais brilhante é Alfa Perseu.

A maior dificuldade ainda é o tempo, que insiste em manter o céu nublado em toda a região do Sul/Sudeste do pais. Sem previsão de mudanças.

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