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Imagens do Telescópio Espacial Spitzer – Parte 1

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Imagem SpitzerTodos conhecem o telescópio Hubble, poucos sabem que outros telescópios estão no espaço captando imagens e fazendo ciência. Já falei sobre eles no artigo Grandes Telescópios da Nasa.

Como prometi no artigo vou iniciar hoje uma série de fotos obtidas pelo Telescópio Espacial Infravermelho Spitzer.

Sobre o Spitzer

Captando a radiação infravermelha ou calor o telescópio consegue detectar estrelas no interior de nuvens de poeira que filtram o espectro de radiação visível mas deixam o calor passar. Com isso é possível detectar uma série de objetos astronômicos que não são visíveis pelo telescópio Hubble.

Já dos objetos visíveis por outros instrumentos o Spitzer consegue detectar detalhe e outras informações relevantes para o estudo dos astrônomos e físicos.

Três exemplos do que ele pode ver:

As Sete Irmãs

Vamos iniciar a seqüência de fotos com uma das minhas visões preferidas nesta época do ano: o aglomerado M45 também chamada de Plêiades, em Touro.

M45 Plêiades

Nos instrumentos que captam luz visível somente algumas “nuvens” brilhantes são visíveis, não esta quantidade de detalhes vista na foto.

Uma visão de um sistema estelar em plena formação.

L1157 é uma estrela que tem apenas alguns milhares de anos. Para comparação o nosso Sistema Solar tem mais de 4,5 bilhões de anos. Este é um exemplo de uma imagem impossível de se obter no espectro visível. A região onde foi encontrada possui uma grande quantidade de poeira.

Esta foto extremamente rara permite ajudar a entender como foi a formação de nosso próximo Sistema Solar.

L1157

Orion, em luz visível e infravermelho

Esta é auto-explicativo. Veja qual a diferença entre o que você vê olhando para o céu, e o que o Spitzer pode “ver”.

Orion em Infravermelho
Esta foto é do Infrared Astronomical Satellite (IRAS)

No próximo artigo desta série, irei mostrar fotos do Sistema Solar: Cometas e um objeto do Cinturão de Kuiper.

Vida em Titan, C.Clark estava certo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Inacreditável!
Terminei exatamente hoje, 29 de novembro de 2007, a leitura do clássico de ficção científica 2001 – Uma Odisséia no Espaço, e no mesmo dia uma notícia publicada pela Agência Espacial Européia me deixou atônito!

A sonda Cassini, que está visitando a vizinhança de Saturno neste exato momento, encontrou na atmosfera alta de Titan, a maior lua do planeta dos anéis, a presença de Íons Negativos pesados. Estes Íons podem agir como blocos para moléculas orgânicas mais complicadas. Em outras palavras são precursores químicos para a vida.

O pesquisador Hunter Waite do South West Researsh Institute do Texas, chegou a indicar que o estudo destas formações quase vivas, podem ser uma importante visão de como surgiu a vida aqui na Terra. As moléculas encontradas estão se desenvolvendo na alta atmosfera formada principalmente de Metano e Nitrogênio. O que lembra exatamente como era a atmosfera terrestre na época do início das primeiras formas de vida aqui. A experiência de Miller-Urey já demostrou que as condições da Terra primitiva eram mais condizentes com a formação de aminoácidos e hidrocarbonos.

Na história de ficção ’2001′ de Arthur C. Clarke um astronauta encontra uma evidência incontestável de vida inteligente extraterrestre em Japetus (ou Iapetus se preferir), outra lua de Saturno. Não é o caso do achado de Titan, que apresentou apenas moléculas flutuando na ionosfera. Porém não deixa de ser uma grande ironia, a maior possibilidade atual de encontrar formas de vida em outro lugar que não a Terra, ser em uma Lua de Saturno, exatamente como o livro indicou.

E mais impressionante é eu ter lido as duas descobertas no mesmo dia, apesar da história de ficção já estar escrita a 39 anos!! Estou até um pouco tonto com isso!

Se estas formas de Íons negativos são mesmo formas de vida primitiva, somente estudos posteriores poderão confirmar. Mas a coincidência pra mim foi mesmo assombrosa. Ah, como foi!

Titan e Ions Negativos
Titan e a assinatura espectral das partículas de Íons Negativos

Fontes:

Faça uma busca de preços do filme: 2001- Uma Odisséia no Espaço no Buscapé. (a partir de R$19,90). Infelizmente o livro não está disponível nas lojas online.

Phobos e Deimos, as Luas de Marte

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Com as várias missões de estudo de Marte que estão sendo realizadas nos últimos anos, a quantidade de informações sobre o planeta vermelho tem aumentado consideravelmente.

MRO
MRO Mars Reconnaissance Orbiter

Uma das missões em curso é a MRO Mars Reconnaissance Orbiter, um satélite colocado em órbita de Marte com objetivo de encontrar evidências de água subterrânea, ou antigos lagos secos analisando as formações rochosas. Além disso suas câmeras de alta resolução permitem identificar candidatos a ponto de pouso dos novos robôs que estão planejados para 2009.

No entanto a alta resolução permitiu fazer imagens também das luas de Marte:

Phobos e Deimos
Phobos e Deimos, as duas Luas de Marte

As duas luas de Marte Deimos e Phobos possuem 12 e 21 km de diâmetro. Apesar do tamanho 165 vezes menor que a Lua, Phobos é visível da superfície Marte com um terço do tamanho da nossa Lua, devido a sua órbita mais próxima do planeta. Já Deimos é visto com uma estrela.

Outra curiosidade de Phobos é que sua órbita é mais rápida que a rotação de Marte, e portanto o movimento dele visto da superfície é o contrário ao senso comum: Phobos nasce no Poente e morre no Nascente, em uma viagem de Oeste para Leste, contrário ao movimento comum do Sol. Com rotação de 7 horas e 40 minutos, leva pouco menos de 4 horas para cruzar todo o céu. O movimento do astro é perceptível para um observador atento.

É claro que ninguém ainda esteve em solo marciano para ter estas visões. Porém a imaginação é suficiente para ter uma idéia, não é?

Fonte: www.nasa.gov

2001, Uma Odisséia no Espaço

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Mais conhecido como “O” filme de ficção científica mais incensado de todos os tempos, 2001, Uma Odisséia no Espaço, tem despertado a imaginação de várias gerações desde 1968.

Simultâneo ao desenvolvimento do filme, foi escrito o livro de mesmo nome, por Arthur C. Clarke, com idéias do cineasta Stanley Kubrick. O cineasta se negou a assinar com C.Clarke a autoria do livro apesar de sua grande participação.

Estou lendo o livro no momento, e estou começando a entender de maneira completa algumas coisas que o filme deixa subentendido. O filme é complicado, e fica uma sensação de perplexão que me impressionou extremamente quando vi em minha infância. Estou planejando terminar o livro e ver o filme novamente.

Tycho

A história do livro começa com a evolução de homens macacos, segue com uma descoberta fenomenal em Tycho, uma cratera lunar, e rapidamente vai parar em uma expedição a Júpiter e além!

Aliás em minhas fotos da Lua idenfiquei claramente a cratera Tycko:

Posição de Tycho
Tycho

A cratera Tycho possui 80 quilômetros de diâmetro e profundidade de até 4800 metros. Para ter uma idéia do tamanho, o diâmetro é igual a distância de São José dos Campos a Guarulhos.

Bloco-de-Notícias / Web?

O livro erra feio sobre quais as capacidades de viagens interplanetárias teríamos em 2001, sobre a inteligência dos computadores e sobre colônias na Lua. Porém alguns detalhes da tecnologia, o autor acertou em cheio.

Uma referência interessante que vi no livro é a respeito de uma máquina chamada Bloco-de-Notícias. O equipamento era um capacete que ligado a espaçonave, permitia verificar as notícias e comunicados da Terra. Rapidamente o equipamento mostrava as principais notícias no visor e permitia selecionar uma notícia para lê-la em completo. Depois selecionava para voltar a página principal e assim podia selecionar os vários assuntos. Isso lembra a Web, não?

Em 1968 quando o livro foi escrito, nem mesmo a rede internet tinha começado. A idéia inicial da internet, a Arpanet é de 1969. A Web como conhecemos é de 1989. No entanto a idéia de folear notícias em meio eletrônico já estava na cabeça das pessoas a mais tempo.

Originalidade de Dan Brown

Outra coisa que me chamou a atenção no livro, foi a falta de originalidade de Dan Brown em seu livro Ponto de Impacto. Li o mesmo a alguns meses, e quando os pesquisadores fazem a descoberta em Tycho em 2001, e mesmo a forma de conduzir o pesquisador até a base antes de revelar o que está esperando por ele, ficou bem familiar. Não acho pouco provável que Dan Brown tenha feito uma grande referência a “Odisséia”.

Lembro que Dan Brown é o escritor de Código da Vinci, uma obra recheada de referências.

Outro detalhe, o livro Ponto de Impacto foi lançado no ano de 2001, mas isso já é uma informação que um paranóico de teorias de conspirações leva em conta.

Faça uma busca de preços do filme: 2001- Uma Odisséia no Espaço no Buscapé. (a partir de R$19,90). Infelizmente o livro não está disponível nas lojas online.
Faça uma busca de livro: Ponto de Impacto no Buscapé. (a partir de R$18,90).