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Eclipse Lunar no Sábado dia 16 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Acompanhe o próximo Eclipse Lunar parcial no próximo Sábado, dia 16 de agosto de 2008.

Será no início da noite, logo após o pôr-do-sol.

Para mais informações veja o fórum de astronomia mais interessante que eu acompanho:

Atualização

Já publiquei fotos do Eclipse Lunar neste atalho:

Chuva de Meteoros e Marte esta semana

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Nos próximos dias a Terra estará cruzando a órbita de um asteróide de 5 km de diâmetro. Não é para se preocupar e nem para enviar uma missão com uma bomba nuclear para tirar o asteróide de órbita. Na verdade a Terra irá passar por onde o asteróide 3200 Phaethon já passou a tempos atrás.

Como vocês podem ter visto no meu artigo sobre o Spitzer, os cometas deixam em sua órbita uma faixa de detritos e poeira que ao entrarem na atmosfera da Terra produzem os Meteoros. Os asteróides tem comportamento similar. Quando a Terra cruza a órbita destes astros são gerados chuvas de meteoros.

Meteoro é o fenômeno gerado quando uma partícula entra na atmosfera da Terra produzindo luz e até mesmo som, devido ao atrito. Popularmente é chamado de “estrela cadente”.

Os melhores dias para ver a chuva serão entre o dia 13 e 14 de dezembro de 2007 e dia 14 e 15, sendo a primeira noite mais interessante.

O termo chuva de meteoros é um pouco exagerado. Na verdade o número de “estrelas cadentes” ficará em torno de 80 por hora. Isso dá pouco mais de um meteoro por minuto. Não vá esperar ver vários meteoros por minuto, pois pode se decepcionar.

Eu ainda não tive oportunidade de presenciar este fenômeno e pretendo ficar de olho nos próximos dias. Isso é, se São Pedro colaborar, porque, para variar, aqui está nublado a dias.

Para aumentar a possibilidade de ver os meteoros, fique atento á direção a olhar:

  • Gêmeos na direção nordeste. (entre o norte e o leste onde o sol nasce)

Se não está acostumado com as constelações, procure pelas três marias (orion) e olhe abaixo mais próximo do horizonte.

Marte

Também interessante nesta mesma direção é Marte, que está se aproximando da Terra, e estará brilhando de forma bem fácil de identificar. Veja no mapa a posição onde o encontrará.

A visão de Marte por um telescópio estará bem melhor definida. Aproveitem para vê-lo também.

Fontes

Norteando-se: Utilizando uma Bússola

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Uma bússola é um pequeno equipamento que utiliza o campo magnético da Terra para identificar a direção Norte.

Bússola

O princípio de funcionamento é muito simples. Devido as características da crosta terrestre o planeta funciona como um ímã gigantesco, fazendo a agulha imantada da bússola apontar para o norte.

Infelizmente o norte magnético não coincide com o norte geográfico. E mais, a discrepância é variável dependendo do lugar. E não adianta decorar a variação pois ela varia com o tempo.

Assim, mesmo sendo muito precisa para indicar o Norte magnético, a bússola não é precisa para o norte geográfico. As diferenças podem variar até 40 graus em alguns locais. Esta diferença é chamada Declinação Magnética;

Resumindo: Norte Magnético é diferente do Norte Geográfico. Então, a Bússola não aponta para o Norte. Pelo menos o Norte que você está esperando.

Se seus objetivos são astronômicos, para você se orientar em um mapa estelar, vai ser preciso identificar o Norte Geográfico. Orientar-se com uma bússola pode ser desastroso, pois poderá fazer você olhar para o lado errado.

Este guia é para você obter o Norte Geográfico com uma Bússola, e alguns acessos à Internet!

Declinação Magnética

Vamos ver passo a passo aqui:

  • Entre no Google Maps e identifique as coordenadas geográficas do seu local. Minhas coordenadas, por exemplo são: 23.244826 Sul (S) e 45.886556 Oeste (W).
  • Vá ao site do Noaa e descubra qual a sua declinação. Minha declinação é “Declination = 20° 31′ W”
  • Use a bússola e faça o ponteiro vermelho apontar para o ângulo da declinação à esquerda do Norte se sua declinação for indicada com W, e a direita do Norte para declinação O. Para colocar o ponteiro nesta posição você tem que girar a bússola devagar e esperar o ponteiro equilibrar. Use o esquema da bússola acima para entender. Ela mostra aproximadamente 20 graus W de declinação.
  • Com a bússola posicionada assim, os pontos cardeais do mostrador estarão apontando para os pontos cardeais Geográficos. Exatamente os ângulos apresentados nos mapas estelares.

É claro, que se você estiver perdido no meio de uma floresta, não dá para fazer a correção da declinação magnética, usando a internet. Porém se está apenas querendo orientar seu telescópio no quintal de casa ou mesmo ensinar sobre declinação magnética para os seus alunos, esta forma é bastante útil. Para quem está perdido e tem um mapa, achei uma explicação bem detalhada de uso de uma bússola para navegação.

Qualquer dúvida pergunte nos comentários deste artigo.

Telescópio Spitzer – Parte 2: Sistema Solar

sábado, 8 de dezembro de 2007

Imagem Spitzer

Continuando com a série de artigos com imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Infravermelho Spitzer.

O telescópio Spitzer foi enviado ao espaço por meio de um foguete Delta II em Agosto de 2003. Nestes mais de 4 anos, tem obtido milhares de imagens para ajudar a desvendar o processo de formação de galáxias e estrelas.

Seu espelho possui 85 cm de diâmetro e possui 3 instrumentos diferentes de captação de imagens.

Lançamento do Spitzer pelo foguete Delta II

Lançamento do Spitzer por foguete Delta II

Cometas

Devido a constituição dos cometas, estes objetos astronômicos são um alvo bem interessante para o Spitzer. Vamos ver alguns deles como se apresentam à este telescópio.

Cometa 73P/Schwassman-Wachmann 3

Desde 1995 o cometa vem se esfacelando em milhares de pedaços. O Telescópio Spitzer pode obter imagens dos pequenos pedaços identificando e estudando as partes internas de um cometa.

Cometa 73P

As imagens infravermelhas permitem detectar o rasto de detritos com mais precisão.

Rastro de detritos do cometa 73P

Dois Cometas da região de Júpiter

Na imagem o Cometa Johnson (acima) e Shoemaker-Levy 3 (abaixo). Também nesta imagem é possível identificar partículas no caminho de cada um dos cometas. Estas partículas são meteoróides e não são identificáveis por telescópios na faixa de luz visíveis.

Johnson (acima) e Shoemaker-Levy 3 (abaixo)

Estes meteoróides são partículas de centímetros ou milímetros de tamanho e são deixados em toda a órbita dos cometas. Quando a Terra cruza a órbita de um cometa, estas partículas cruzam o céu em uma chuva de meteoros.

Cometa Encke

A Terra cruza a órbita do cometa Encke todos os anos e é produzido a chuva de meteoros chamada Taurídeas. Este fenômeno acontece em outubro gerando em torno de 10 meteoros por hora.

Cometa Encke, rastro é responsável pela Taurídeas.
Cometa Encke, rastro é responsável pela Taurídeas.

Objeto no cinturão de Kuiper

Além de Netuno, existe um segundo cinturão de asteróides. Este cinturão é chamado Kuiper. Como os Asteróides dos cinturão entre Marte e Júpiter, os objetos do cinturão de Kuiper possuem formas e tamanho variados.

Por estarem a distâncias enormes e possuírem tamanhos reduzidos estes objetos são difíceis de detectar.

Objeto no Cinturão de Kuiper

Com sua capacidade de detectar qualquer objeto com temperatura acima de 273 graus negativos, nem é preciso que os objetos reflitam luz solar para conseguir uma imagem como as duas acima.

Cometa Schwassmann-Wachmann 1

Por fim vamos mostrar um cometa que apresenta um comportamento similar ao cometa Holmes, aquele que esteve visível nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2007.

O comportamento é chamado de outbursts, e corresponde ao aumento de brilho de forma dramática, devido a uma emissão de partículas acima do normal.

Cometa Schwassmann-Wachmann 1

Embora as imagens do Sistema Solar do Telescópio Spitzer sejam menos impressionantes que as imagens do Hubble, a incrível capacidade do Spitzer de detectar pequenas e invisíveis detalhes impossíveis para a luz visível faz do mesmo um instrumento muito importante.

Na seqüência iremos mostrar imagens de formação de planetas. Mais um detalhe que o Spitzer veio nos mostrar.