
Continuando com a série de artigos com imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Infravermelho Spitzer.
O telescópio Spitzer foi enviado ao espaço por meio de um foguete Delta II em Agosto de 2003. Nestes mais de 4 anos, tem obtido milhares de imagens para ajudar a desvendar o processo de formação de galáxias e estrelas.
Seu espelho possui 85 cm de diâmetro e possui 3 instrumentos diferentes de captação de imagens.
Lançamento do Spitzer pelo foguete Delta II

Cometas
Devido a constituição dos cometas, estes objetos astronômicos são um alvo bem interessante para o Spitzer. Vamos ver alguns deles como se apresentam à este telescópio.
Cometa 73P/Schwassman-Wachmann 3
Desde 1995 o cometa vem se esfacelando em milhares de pedaços. O Telescópio Spitzer pode obter imagens dos pequenos pedaços identificando e estudando as partes internas de um cometa.

As imagens infravermelhas permitem detectar o rasto de detritos com mais precisão.

Dois Cometas da região de Júpiter
Na imagem o Cometa Johnson (acima) e Shoemaker-Levy 3 (abaixo). Também nesta imagem é possível identificar partículas no caminho de cada um dos cometas. Estas partículas são meteoróides e não são identificáveis por telescópios na faixa de luz visíveis.

Estes meteoróides são partículas de centímetros ou milímetros de tamanho e são deixados em toda a órbita dos cometas. Quando a Terra cruza a órbita de um cometa, estas partículas cruzam o céu em uma chuva de meteoros.
Cometa Encke
A Terra cruza a órbita do cometa Encke todos os anos e é produzido a chuva de meteoros chamada Taurídeas. Este fenômeno acontece em outubro gerando em torno de 10 meteoros por hora.

Cometa Encke, rastro é responsável pela Taurídeas.
Objeto no cinturão de Kuiper
Além de Netuno, existe um segundo cinturão de asteróides. Este cinturão é chamado Kuiper. Como os Asteróides dos cinturão entre Marte e Júpiter, os objetos do cinturão de Kuiper possuem formas e tamanho variados.
Por estarem a distâncias enormes e possuírem tamanhos reduzidos estes objetos são difíceis de detectar.

Com sua capacidade de detectar qualquer objeto com temperatura acima de 273 graus negativos, nem é preciso que os objetos reflitam luz solar para conseguir uma imagem como as duas acima.
Cometa Schwassmann-Wachmann 1
Por fim vamos mostrar um cometa que apresenta um comportamento similar ao cometa Holmes, aquele que esteve visível nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2007.
O comportamento é chamado de outbursts, e corresponde ao aumento de brilho de forma dramática, devido a uma emissão de partículas acima do normal.

Embora as imagens do Sistema Solar do Telescópio Spitzer sejam menos impressionantes que as imagens do Hubble, a incrível capacidade do Spitzer de detectar pequenas e invisíveis detalhes impossíveis para a luz visível faz do mesmo um instrumento muito importante.
Na seqüência iremos mostrar imagens de formação de planetas. Mais um detalhe que o Spitzer veio nos mostrar.