Máquina – Parte 5

1 de agosto de 2011

Segue a quinta parte de “Máquina”. Primeira parte de “Máquina” aqui.

Para quem está seguindo pelo blog: decidi mudar o nome da máquina, será Eva. Então a partir daqui troquem o nome da máquina de Ana para Eva, ok?

Claudius conduziu Eva ao seu alojamento. O rosto cansado da jovem e seu olhar perplexo era perceptível.

-Amanhã iniciaremos os primeiros testes para a fase seguinte do projeto. -Claudius disse e fechou a porta do quarto atrás de si.

Eva ficou alguns minutos olhando para a porta fechada com o cérebro a mil. Seria tudo aquilo verdade? A porta a sua frente não existe?

-Eu sou uma máquina?

E deixou-se cair sentada na cama sentindo o lençol quente sob si. Estes lençóis que também não deveriam existir de qualquer maneira. Exausta e sem forças para continuar remoendo aquelas novidades, Eva por fim caiu no sono. Um sono intranquilo.

Estava ela sentada no topo de um edifício contemplando a grandeza da cidade, com suas luzes e amaranhados de prédios. O céu estava cheio de nuvens escuras e maus preságios. Sua mente estava límpida e clara. Sentia a brisa leve e fria roçando seus cabelos e seu rosto. Um arrepio foi a primeira reação. Eva ergueu as mãos e fechou os olhos para sentir o fluxo de ar deslizando em seus dedos, escorrendo em seus braços. De súbito, em um rápido movimento com as pernas, ainda com os olhos fechados, ela se lançou ao vazio. A velocidade da queda aumentava a cada fração de segundo. Mantendo os olhos fechados Eva aguardava o baque no asfalto e o o fim de tudo. No entanto a queda não terminava. Abriu o olhos e se viu em uma escuridão impenetrável em todas as direções, e em uma queda sem fim. De sua garganta tentou emitir em um grito todo seu desespero, porém nada saiu…

Abriu os olhos sobressaltada e levantou-se rápido. Estava ainda em seu pequeno quarto.

A porta abriu-se assustando-a. Alguém estava à porta:

-Você está bem? O que aconteceu?

Ela então percebeu que o grito fora real, e chamou a atenção de alguém mais. Observou o jovem senhor que aparentava seus trinta a quarenta anos, mas tinha um ar muito jovial. Suas roupas brancas o identificavam como um médico. Antes que ela pudesse responder ele pegou uma de suas mãos enquanto tentava medir algo em seus olhos. A outra mão tocava-lhe o rosto, como que posicionando os olhos de determinada maneira.

-Você está bem? – ele repetiu.

Eva o afastou com cuidado para não parecer rude:

-Estou bem. Mas, … quem é você?

Ele se aprumou e com certa cerimônia apresentou-se:

-Eu sou Doutor John Carter e sou seu novo analista. – e mudando a postura quase automaticamente, franzindo a testa continuou: – Você deu um grito assustador agora a pouco. Era um pesadelo?

-Sim, um pesadelo.

-Nós temos nossa primeira consulta marcada amanhã pela manhã. Mas, se quiser conversar agora, estou disponível.

-Como assim, nem sei que horas são. E, que estranho, o que você faz acordado a esta hora?

-Já deve saber que temos turnos para acompanhá-la. E este é meu horário. Agora que já sabe o que você é, vamos lidar com isso de outra forma. Sempre que precisar temos alguém de plantão dia e noite. Além do mais, eu não consegui dormir ainda conectado.

-Não entendi…

-Bom, nós estamos agora no Simulador, e como ainda não me acostumei com isso, não consigo dormir.

-Você fica ligado direto ao Simulador? Dia e noite?

-Pois é. Quem está a mais anos no projeto já acostumou-se com o processo de conexão e desconexão. Nós que chegamos agora… É algo terrível, parece que tentavam arrancar minha cabeça!

-Tem mais pessoas que chegaram agora?

-Sim. Fomos recrutados para a fase três.

Eva olhou-o novamente e percebeu uma certa agitação no doutor.

-A fase em que vão me tornar totalmente software?

Desta vez foi Carter que não respondeu imediatamente. Pelo seu olhar não pensava que ela já saberia disso. Ele suspirou e perguntou:

-Você não está com medo?

-Eu deveria estar?

-Se fossem mexer tão a fundo na minha cabeça, bom, eu estaria petrificado. Eu mesmo estou com medo. Se algo der errado será desastr…

Enquanto ainda falava entrou no quarto Claudius com os olhos irados:

-O que faz aqui Carter? Não foi instruído sobre o protocolo?

Doutor Carter pareceu murchar. Constrangidíssmo e gaguejando respondeu e saiu a seguir:

-Desculpe-me, já estou indo. É que ela teve um pesadelo… e eu…

-Ela tem pesadelos todos os dias desde sempre, – Claudius retrucou.

Eva nunca o vira tão transtornado.

-Ele só estava tentando me ajudar. Deixe-o em paz.

Carter já estava longe e Claudius teve que esforçar-se por alguns minutos até acalmar-se.

-Desculpe menina. É que as coisas aqui estão estressantes. Não podemos falhar por causa da curiosidade de um novato.

-Carter não pareceu-me assim tão novato.

-Ele chegou aqui ontem. Ainda está com a ressaca da conexão. Amanhã terá sua consulta com você e ele poderá matar sua curiosidade.

-Ele não estava curioso. Na verdade eu é que fiquei, após as coisas que ele disse.

-É por isso que ele não deveria estar aqui. Temos muito o que esclarecer, e pouco tempo. E você tem que descansar. Amanhã é um dia duro e você não pode estar sonolenta.

-A fase três do projeto começa amanhã?

-A fase três já começou, menina. Estamos trabalhando nela a anos. Amanhã você verá.

-Não consigo dormir. Não tem nada que possam fazer a respeito?

-Lembre-se das aulas de relaxamento. Quem sabe isso ajuda. Vá dormir.

-Está certo.

Ela fez um olhar contrariado e tentou ainda mais uma pergunta:

-Claudius, algo pode dar errado?

-Agora chega, Eva. Vá dormir.

Resignada ela deitou-se novamente e tentou afastar os pensamentos e controlar o coração e a respiração, conforme a aula de relaxamento recomendava.

Claudius afastou-se pelo corredor, parando diante da porta onde estava Carter. Ao abrir Carter o esperava. Estava sorrindo e descontraído:

-Então Claudius? Como me saí?

-Acho que ganhará a confiança dela. A história de estar com medo foi perfeita.

-Será que esta aparência que me arrumaram é a mais adequada? Ela é lindíssima e deve querer alguém mais apessoado…

-Pare com isso, Carter. Já disse que o ideal é ser assim, um tanto normal, frágil. Isso ajuda a identificar-se com você. E tem mais, ela não teve contato com muitas pessoas, então isso facilita muito. Ela já demonstrou que sabe o que pretendemos fazer?

-Ela entendeu parte da ideia. Mas ainda não toda.

- Perfeito. Amanhã daremos início ao processo.

Eva continuou a noite toda sem pregar o olho. Preferia o cansaço a novos pesadelos.

Ainda não decidi o sobrenome de Ana, digo Eva. Gostaria de receber sugestões. Fiquem a vontade. Aliás, mandem suas idéias nos comentários. A participação de vocês é bem vinda e desejável.

Fim dos Ônibus Espaciais: O que a NASA fará a seguir?

21 de julho de 2011

E aí está o último pouso de um Ônibus Espacial:

Então, recaptulando: o Programa Space Shuttles acabou. O que a NASA fará agora? “What’s Next?”

Charles Bolden, administrador da NASA fez um discurso no dia primeiro de julho (2011) indicando os próximos passos da agência espacial mais festejada do mundo. Ele dividiu a ação da NASA em quatro áreas: Exploração, Estação Espacial Internacional, Aeronáutica e Ciência.

Vamos ver o que eles nos preparam em cada área nos próximos anos:

Exploração

O fim dos Shuttles e do Projeto Constellation não indica que os pesquisadores da NASA desistiram de enviar pessoas ao espaço. A cápsula Orion que permitiria levar a tripulação com segurança até o espaço não morreu totalmente, agora se chama Multi-Purpose Crew Vehicle (veículo de tripulação de uso múltiplo em tradução livre). Ela permitirá enviar até quatro astronautas em missões de 21 dias. Ela continua em desenvolvimento.

Um novo foguete peso pesado será anunciado em breve. Ele carregará a capsula MPCV além da órbita da Terra. Este foguete, em conjunto com a cápsula, permitiria a NASA continuar a exploração do espaço com humanos.

Novas tecnologias de propulsão, reabastecimento no espaço, proteção a radiação e sistemas de suporte a vida de alta confiabilidades são outros itens a serem alcançados.

Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial é considerada por Bolden com a peça central das atividades espaciais humanas. Ela terá tripulação completa de seis astronautas, e americanos continuação vivendo lá continuamente. Os astronautas serão levados pelos veículos russos e/ou companhias comerciais  que deverão desenvolver novo sistema de lançamento de carga e tripulação. Este sistema será diferente do sistema desenvolvido pela NASA, porque atenderá somente a baixa órbita.

A porção americana da Estação será designada laboratório nacional e a NASA está comprometida em tratá-la como laboratório de pesquisa científica unicamente.

Aeronáutica

Não sabia que a NASA tem uma divisão de pesquisa sobre aviação? Pois tem, e é uma das áreas que contribui em segurança direta nos milhares de voos comerciais mundo afora. As pesquisas da NASA querem contribuir na construção de aviões mais seguros, mais eficientes, silenciosos e responsáveis com o meio ambiente.
Além disso estão trabalhando em um novo sistema de controle de tráfego aéreo com previsão de entrada em funcionamento em 2025. O sistema proporá mudanças nos sistemas embarcados e de terra.

Ciência

Esta é a área que mais me interessa da agência. Que tipo de ciência a NASA está buscando criar nos próximo anos? Já devo ter comentado que esta área costuma entrar em conflito com os voos tripulados. Os custos de enviar humanos ao espaço oneram e inviabilizam outros projetos que poderiam ser tocados com sistemas robóticos. Várias missões de exploração robótica tem contribuído mais com o conhecimento científico que as missões tripuladas.
Porém não dá para negar que a Jóia da Coroa na área científica da NASA, o telescópio espacial Hubble, só foi possível com os voos tripulados das Shuttles que permitiram sua manutenção no espaço.
Os principais projetos que estão em andamento agora e nos próximos meses são:

  • Nave espacial Dawn, que acaba de chegar até o asteroide Vesta e deverá estudá-lo durante um ano, para ajudar a entender a história do sitema solar.
  • Nave espacial Juno, será lançado em agosto e investigará a origem, estrutura e atmosfera do gigante Júpiter.
  • National Polar-orbiting Operational Environmental Satellite System Preparatory Project, NPPEarth, com lançamento previsto para setembro. É um primeiro passo para um novo sistema de satélites de monitoramento da Terra.
  • Grail, lançamento previsto para outubro. Estudará a estrutura interior da Lua e seu campo gravitacional.
  • Mars Science Laboratory: Curiosity. O grande novo rover em Marte. Ele procurará evidência de vida microbiana no planeta vermelho. Lançamento em Novembro. Este irá substituir os dois famosos rovers: Spirit e Opportunity. Ao contrário dos dois será alimentado por uma célula atômica, não por energia solar.
  • Nuclear Spectroscopic Telescope Array. Um telescópio para estudo de buracos negros, mapeamento de supernovas e galáxias mais ativas. Fevereiro de 2012.
O discurso foi uma resposta ao povo americano principalmente (são os que pagam as contas da NASA) sobre o que acontecerá a partir de hoje na agência.
Preocupei-me com o fato do Telescópio Espacial James Webb sequer ser citado. Existes rumores de grupos de congressistas que estão tentando cancelar o projeto devido aos custos estratosféricos. No entanto como o discurso só cita os projetos com lançamentos para os próximos seis meses, e o telescópio tem previsão de lançamento até 2018, talvez esse seja o motivo da omissão. O telescópio James Webb será o principal substituto do Hubble, quando o mesmo sair de operação.

Fonte: NASA em http://www.nasa.gov/about/whats_next.html acesso em 20 de julho de 2011

O fim dos Ônibus Espaciais: Missão STS 135 Atlantis

7 de julho de 2011
STS 135 : a derradeira missão

STS 135 : a derradeira missão

Está programado para esta sexta, 8 de julho de 2011, o último lançamento de um Ônibus Espacial da Nasa.

Com o lançamento da Atlantis será encerrada uma era do programa espacial. Trinta anos atrás a nave Colúmbia mostrou que era possível um foguete reutilizável entrar em órbita levando passageiros. No entando a promessa de barateamento enorme dos lançamentos não se cumpriu.

As exigências de aumento de segurança após dois acidentes fatais fizeram o preço do projeto subir além do planejado. Claro que a idade das naves também contribuiu.

A Nasa fez o que pode para continuar enviando pessoas ao espaço: iniciou o programa Constelation no prazo para estar em funcionamento até 2015. Isso daria uma janela de 4 anos sem lançamentos americanos. No entanto os custos  foram subestimados e por fim, a crise internacional tornou a missão inviável economicamente.

Obama cancelou o projeto Constelation e colocou os americanos pela primeira vez, depois do projeto Apollo, atrás na corrida espacial. Os russos e chineses tem agora foguetes tripulados, os americanos não.

De qualquer forma, sexta é um dia histórico para quem curte tecnologia. Não perca a última oportunidade de ver um lançamento de Ônibus Espaciais ao vivo. É muita adrenalina, acredite. Veja na NASAtv ao vivo em http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv/index.html.

Vou informando se haverá atraso(*) e o próximo horário do lançamento aqui:

Lançamento da nave Atlantis: Sexta Feira 8 de Julho de 2011, 12:26 horário de Brasília.

(*) Atrasos são muito comuns, o tempo ou algum problema técnico sempre compromete a agenda de lançamento. Não me lembro de nenhum lançamento que tenha acompanhado ao vivo que tenha cumprido o primeiro agendamento.

STS-135 Launch Countdown

STS-135 Launch Countdown

Máquina – Parte 4

14 de junho de 2011

Segue a quarta parte de “Máquina”. Primeira parte de “Máquina” aqui.

Ela ainda ficou absorta alguns segundos pela imagem real de si mesma. O caos completo em sua frente não era nada parecido com a imagem fazia de si: atraente e bela.

-Venha até aqui, Ana.

Claudius estava a alguns metros próximo de uma tela de computador. Ele digitava em um velho teclado enquanto ela se aproximava.

-Veja esta imagem.

Claudius afastou-se e Ana aproximou-se da tela bem lentamente. Conforme as formas na tela se tornaram claras, ela identificou o próprio monitor que ela olhava. E dentro do monitor um novo monitor apareceu com algum atraso. E dentro dele, outro, e assim indefinidamente até não ser mais possível identificar a imagem. Movia seu ponto de vista e as imagens se moviam igualmente.

-Este terminal mostra tudo o que seus olhos veem.

-Eu percebi, Claudius.

Claudius voltou ao teclado e acionou alguns comandos.

-Olhe para a imagem e segure meu braço.

Ela não entendeu o que ele queria. Mas viu no terminal a palma de duas mãos. Assim que ela tocou o braço do professor com a ponta dos dedos, a imagem se tornou mais clara na mesma parte. Ela agarrou com força o braço de Claudius e apertou o mais forte que pode. A cor da imagem de sua mão variava entre o vermelho escuro, marrom e mesmo preto nos pontos de maior força.

-Vocês podem detectar o que eu sinto?

-O tato é só um dos sentidos que simulamos. Todos os sentidos são simulados. Este é o sinal de entrada de dados para seu cérebro.

-O paladar também? – perguntou Ana.

-Veja, sei que gosta de sorvete de chocolate. Feche os olhos.

Ela fechou e quase imediatamente após Claudius parar de teclar, um sabor inconfundível tomou conta de sua boca.

-É, incrível.

-Quer experimentar alguma outra coisa? – perguntou Claudius.

Ela olhava entretida ao teclado e imaginava quantas vezes teriam digitado ali algo para ela.

-Eu não sei. Estou muito confusa. Se sou uma máquina assim, não sou um humano.

-Não vamos buscar rótulos agora. Quero que veja tudo sobre sua verdadeira natureza e depois vamos pensar mais calmamente sobre o que você é ou não é. – Claudius aproximou-se e colocou a mão em seus ombros.

-Eu sei quem eu sou. Ana ………, filha de Eva e William.

-Exatamente – o professor respondeu com firmeza – É exatamente isso o que é. Isso, e muito mais.

Ela abaixou os olhos e ficou tentando lembrar de algo que tenha vivido que não poderia se encaixar com a história absurda que acabou de ouvir. No entanto toda sua vida se encaixava perfeitamente. O isolamento com os pais e professores, suas poucas saídas na cidade. E como as pessoas nas ruas pareciam tão diferentes das que via na televisão e lia nos livros.

-As pessoas que via em meus passeios na cidade. Elas nunca me pareceram vivas como os personagem dos livros e da tevê. Eram pessoas mesmo?

-Eram imagens tridimensionais que projetávamos para preencher as cenas externas. Não tínhamos tantas pessoas para navegar no Simulador. E não confiávamos em muita gente para o trabalho.

-Por isso eram tão sem vida?

-Como percebeu isso?

Claudius fazia uma feição curiosa diante desta nova situação. Durante anos teve a oportunidade de conversar com Ana sobre muitos assuntos e aprender cada detalhe da Máquina. No entanto, agora poderia fazer perguntas diretas, uma vez que ela já sabia quem era.

-Simplesmente eu sei. E percebi também que alguns eram muito parecidos e faziam movimentos iguais. Não poucas vezes eu senti um deja vo.

-Algumas saídas suas tiveram que ser preparadas apressadamente.

Ela continuou pensativa e uma dor profunda começou a lhe formigar no peito. Um sentimento de perda tomou conta de si. Depois ergueu os olhos marejados e disse em fúria:

-Porque me contaram isso agora? Porque não permitiram eu viver na ignorância?

Claudius deu um passo atrás. Olhou com ternura sua aluna e respondeu com a voz mais terna possível:

-Acalme-se. É evidente que teríamos que esperar todo o seu desenvolvimento para contarmos a verdade. Você agora é uma pessoa adulta, e tem todas as ferramentas para lidar com isso.

-Não acha que vai se safar com uma resposta simples assim.

Mas uma vez ele esperou um segundo antes de continuar com o mesmo tom de voz:

-Não quero te carregar com mais informações do que pode digerir. Vamos fazer o seguinte. Por enquanto vamos dar um passo de cada vez.

-Quer dizer: eu ficarei no escuro e terei que confiar em você.

Desta vez ele olhou-a novamente e desviu o olhar para o maquinário. Ela olhava-o tentando decifrá-lo, mas ele parecia entretido demais. Por fim, ele caminhou em direção a saída deu de ombros e fez sinal para que ela o seguisse.

-Ana, acho que depois do que viu neste terminal, você não tem muita escolha, não é?

E assim a quarta parte está no ar. Até quarta-feira que vem para mais um capítulo…

Ops, acabei de lembrar que não escolhi um bom sobrenome para a Máquina. Ana …… . Estou aceitando sugestões….