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Acordo Microsoft e RedHat: vendo os dois lados da moeda

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Red Hat Logo+Logo Microsoft

RedHat e Microsoft divulgaram um acordo na área de virtualização e interoperabilidade.

Quando vi a notícia, prendi a respiração e tentei ler tudo primeiro antes que formasse um julgamento precipitado. O receio foi estimulado devido ao último acordo da Microsoft com a Novell, outra empresa de sistemas open source. O acordo com a Novell foi obscuro e envolvia uma cláusula sobre patentes que indicava a possibilidade da Microsoft entrar na justiça contra os outros fornecedores de Linux.

Desta vez a RedHat, que é a maior empresa de Linux do mercado mundial, não deu o braço a torcer. Segundo a nota de divulgação da RedHat o acordo é unicamente sobre virtualização. Os Sistemas Operacionais da RedHat serão certificados oficialmente nos Software de virtualização Windows e vice-versa. O acordo não envolve “cláusulas financeiras”.

Não há qualquer acordo de patente também. Este é um ponto delicado, pois um acordo do tipo seria como se a RedHat concordasse com a possibilidade de seus softwares estarem violando patentes. Seria um tiro no pé da comunidade open source.

A discução é boa em vários sites especializados, veja que é mais interessante os comentários que o próprio artigo:

Minha opinião é que o acordo é bom para o ambiente Open Source, uma vez que a certificação dos Linux RedHat nos sistemas de virtualização da Microsoft demonstra que o mercado está exigindo a possibilidade de uso conjunto de Windows e Linux. E a Microsoft só pode se dobrar ao mercado.

O acordo anterior com a Novell acabou gerando mais Fud (~ medo infundado) devido a reforçar o medo ao possível processo de patentes. Mas mesmo este acordo acabou por gerar vantagem para o ambiente OpenSource com as melhorias no funcionamento do Samba.

Por outro lado, não é infundado a preocupação do pessoal com suas teorias da conspiração.  A Microsoft está lidando com 90% de seu faturamento, quando falamos de código fechado. Não vai se entregar sem lutar. E como vemos no passado, a empresa costuma jogar duro e sem muito escrúpulo contra empresas que podem destruir seu monopólio. Pergunte a Netscape, a própria Novell, Borland, etc. etc.

O debate está interessante. Qual sua opinião a respeito?

Enquanto eu estava offline: Palm renasce das cinzas com Palm Pre

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

new_palm_logo_120.jpgVinte dias longe da internet dá nisso! Desatualização total!

Preciso comentar aqui no blog que um dos primeiros artigos que escrevi foi um desabafo sobre a Palm. Para os desavisados, a Palm foi primeiro fabricante com sucesso de HandHelds. Seu sucesso foi tanto que muita gente chama todos os hands de palm. Eu fui fã da Palm desde o primeiro lançamento. Fã pobre diga-se de passagem. Nunca tinha tido um dos HandHelds da empresa. Porém acompanhava a evolução de cada modelo esperando o momento que a oportunidade ($) encontraria meu entusiasmo.

Quando a empresa que eu trabalho resolveu testar um para que desenvolvêssemos aplicativos para ele, me vi diante de Palm TX novo em folha. Depois de um encantamento de alguns meses, logo as limitações do mesmo vieram a tona. E ele virou algo encostado no fundo da gaveta.

Com os SmartsPhones o reinado da Palm foi declinando. Lançado o iPhone e o Android, ninguém acreditava mais em nada que o CEO da Palm falava. O lançamento de um novo Sistema Operacional prometido a mais de meia década era adiado contínuamente. Até que, enquanto eu estava offline olha o que aparece por aí:

Novo Palm Pre

Palm Pre. Lindo.

Depois do encantamento, fui verificar se era do estilo espartano comum da Palm, ou era algo que poderia ser comparado com um iPhone.

Para minha surpresa:

  • 8Gb de memória. Tamanho mais que excelente
  • Tela 320×480 touchscreem
  • 3G
  • Teclado QWERT físico completo
  • Gps. (com software de navegação, ainda não disponível no iPhone)
  • Camera 3Mb com flash (led, mas com flash)
  • Conector de fone de ouvido padrão (qualquer fone de 5 reais funciona. E aqueles de 500 também.)
  • 135g! O Palm TX tem 148g e nem é celular, câmera e nem tem teclado!!

Bom depois do hardware farto e bem leve, faltou ver o software. Ele usa um novíssimo sistema operacional que a Palm chamou WebOS. Um nome bem sugestivo, pois a integração dele com buscas do google, contatos online, etc é excelente.

Veja por você mesmo a interface:

WebOS no Palm Pre

O WebOS entre outras coisas:

  • É multitarefa: executa vários programas simultaneamente;
  • Tem um browse que funciona de verdade;
  • Terá um SDK chamado “Palm Mojo Application Framework” baseado no Eclipse. Com html5 css e javascript. Promete ser simples. (se for baseado em padrões web e java, tá pra mim)
  • É lindo!

Vamos ver como o mercado reage quando o celular estiver disponível.

Agora me digam, o que acharam da máquina?

Android SDK disponível para Download

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Para os programadores em Java como eu, temos ótimas novidades no ar. Os engenheiros do Google acabam de publicar a versão 1.0 do SDK do Android.

Faça o download do Android SDK 1.0 aqui.

De acordo com o site oficial do projeto:

“A plataforma Android é uma pilha de software para dispositivos móveis (celulares), incluindo um sistema operacional, middleware e aplicações chave. Os desenvolvedores podem criar aplicativos para a plataforma, usando o Android SDK. As Aplicações são escritas usando a linguagem de programação Java e executadas em Dalvík, uma máquina virtual personalizada projetada para uso embutido, que corre em cima de um kernel Linux.”

O SDK do Android possui um ambiente completo de desenvolvimento baseado no Eclipse. É incluído um emulador de celulares, editor de código, ferramenta de desenho de interface gráfica e debug.

Eu fiz o download do Eclipse e do SDK para avaliar o nível de complexidade no desenvimento das aplicações. Me surpreendeu como pareceu bem simples e direto. Estou pretendendo gastar algum tempo desenvolvendo alguma aplicação interessante para estudar o ambiente. Alguém tem alguma sugestão?

O Emulador que vem para testes dá uma boa idéia sobre o funcionamento de um celular real. As aplicações básicas e a interface padrão está lá disponível para testes. Pude testar o funcionamento do navegador, do programa Google Maps. Fiquei muito satisfeito.

Minhas impressões iniciais foram excelentes, porém vou precisar trabalhar em um aplicativo mais complexo para tecer minha opinião mais completa.

Aqui você encontra toda a documentação do Android publicada direto da fonte. Algumas poucas páginas em português.

Acredito que as primeiras análises do Celular “T-Mobile G1 com Google Android” são um pouco precipitadas ao compará-lo com o Iphone. Este é apenas o primeiro celular a usar o Android. Teremos várias opções até o meio do próximo ano. O tempo dirá se ele bate mesmo o Iphone. No meu entender dependerá muito das aplicações que estarão disponível para o equipamento.

Destruindo MILHARES de Celulares

domingo, 7 de setembro de 2008
Algumas imagens falam mais que 1000 palavras. Uma empresa de reciclagem de celulares. Veja a destruição de milhares!

Iniciando o processo:

Destruindo Celulares

Destruindo Celulares

(mais…)