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Rumo aos asteróides – Sonda Dawn

quinta-feira, 28 de junho de 2007
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Lançamento da Sonda Dawn

Lançamento da Sonda Dawn

Lançada quinta-feira, dia 27 de setembro de 2007 às 8h34 da manhã a sonda Dawn tem o objetivo de estudar a formação do sistema solar através do estudo dos Asteróides Vesta e Ceres.

O lançamento foi realizado com um foguete Delta, bastante comum, aliás pela foto é bastante parecido com o VLS brasileiro. O que a sonda tem de especial são os motores que o levarão até o cinturão de asteróides. São motores de íons testados pela primeira vez na missão Deep Space 1.

Motores de Íons

Deep Space 1

O funcionamento consiste em uma série de reações químicas com Xeon e energia elétrica gerada pelos painéis solares. O desenho do motor força a aceleração dos íons de Xeon até 35000m/s. Como eles tem uma massa muitíssimo pequena, a lei da ação e reação faz a sonda ganhar velocidade na taxa de 7×10-5m/s, ou 0,00007m/s.
Isso parece muito pouco, mas em 4 anos, que é o tempo da viagem, a velocidade da nave poderia estar em:

v=a*t (partindo do repouso, o que não é o caso)
v=0,00007 *1316000s (4 anos em segundos)
HD enchanted
v=9224,2m/s!! ou 33207,12 km/h, equivalente a 3% da velocidade da luz!!

Ok, este valor é teórico, teríamos outras variáveis a colocar, como a gravidade da terra, dos outros planetas, etc, etc.

O projeto pretende atingir a velocidade 8.850 quilômetros por hora em um ano e durante todo o período usar apenas 57kg de combustível. O que já foi provado ser possível com os testes da nave Deep Space 1.

Os Asteróides Vesta e Ceres:

asteroids3new.jpg

O conhecimento atual do cinturão de asteróides indica que com a formação de Júpiter o processo de aglutinação de um outro planeta na faixa do cinturão parou. O estudo destes asteróides é importante, pois nos dá indicadores de como se formaram os planetas rochosos. Entendê-los é aprender sobre a Terra em sua formação.

Fontes

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As Estrelas estão muito longe de nós?

terça-feira, 26 de junho de 2007
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Medindo a distância das estrelas. Uma janela para o Passado.

Se você acha que kilômetros é uma boa unidade de medida para distância das estrelas, olhe isto:

Estrela mais próxima de nós: 40.113.497.203.742,60 Km. (1)

download toy story divx

Para mim este é um número completamente inútil. 40 trilhões de quilômetros. Faz idéia do que isso representa?

Eu não. Por este motivo uma medida mais comum quando lidamos com distâncias astronômicas é usar a velocidade da luz. Esta velocidade é constante no vácuo interestelar. Portanto medindo o tempo que a luz percorre uma distância podemos deduzir a própria distância. Instrumentos óticos e relógios de altíssima precisão permitem calcular estes tempos e medir as distâncias sem precisar passar um fita métrica até lá.

Agora vamos ver a mesma medida em anos-luz:

Estrela mais próxima: 4,24 anos-luz.

Esta medida significa que: se acendermos uma lâmpada aqui na terra neste exato instante, a luz gerada iria percorrer a distância até a estrela mais próxima em 4 anos e mais alguns dias.

É claro, deveria ser uma lâmpada bem potente para ser detectado de tão longe!

Vamos pensar um pouco a respeito. Se a luz que sai aqui da Terra leva 4 anos para chegar até lá, quanto tempo a luz gerada lá na estrela leva para chegar até aqui?
Resposta: 4 anos. A distância é a mesma!

Não sei se percebeu o que quer dizer a resposta acima. Quando eu descobri, não pude deixar de pensar em uma máquina do tempo. O Telescópio Espacial Hubble é uma máquina do tempo. Ele nos permite ver o passado. :-)

Não entendeu? Pois é simples, se a luz de uma estrela leva 4 anos para chegar até sua retina, o que você vê é uma imagem da estrela à 4 anos atrás! Isso é, você vê o passado. A imagem atual da estrela você só verá em 2011, a luz levará mais 4 anos para chegar aqui!

Telescópio Espacial Hubble
Telescópio Espacial Hubble

Se entendeu o conceito acima, não vai conseguir olhar as estrelas da mesma maneira. Afinal todas as estrelas que vemos, na verdade são imagens do passado.

Olhando diretamente o Passado

Uma estrela fácil de identificar a estrela Gama Cruz, também chamada Mimosa, é a ponta esquerda do Cruzeiro do Sul. Está localizado a 320 anos-luz de distância. Isso é, o que você vê é como ela era em 1651. Época em que viveu Galileu Galilei.
É claro que Galileu não viu a mesma imagem, afinal o que ele viu foi a estrela Mimosa de 1296. Confuso? Então, leia o artigo de novo, desta vez com mais atenção! (Desculpe meu lado professor, mas sempre peço isso aos meus alunos.)

Se quiser ver uma das estrelas mais próximas, primeiro localize o Cruzeiro do Sul. Normalmente a única constelação identificável pela maioria das pessoas:

Alfa Centauri (em destaque)
A estrela Alfa Centauri está destacada na imagem.

Veja que ao observar a posição do Cruzeiro em pé, a estrela Alfa Centauri estará sempre “à sua esquerda”(2) formando um par brilhante com a Beta Centauri. Como a Terra gira, o Cruzeiro não aparece de pé o tempo todo como na imagem acima , então é só imaginar como se estivesse e olhar à esquerda(2)

HD killshot download

. Veja como fica depois de várias horas:

Alfa Centauri: estrela alaranjada no topo da página.
Alfa Centauri é a estrela alaranjada no topo da imagem.

Apesar de parecer a olho nu apenas uma estrela, temos 2 estrelas bem próximas uma das outras:

  • Alfa Centauri A: 4,35 anos-luz
  • Alfa Centauri B: 4,35 anos-luz

Alfa Centauri A e B formam um sistema binário que giram um ao redor do outro a cada 80 anos. Estas duas são as estrelas visíveis a olho nu mais próximas de nós. Mais perto que estas duas temos somente a estrela Proxima Centauri: 4,24 anos-luz.
“Apesar de estar mais próxima, não é visível por se tratar de uma pequena anã vermelha de fraco brilho e com diâmetro aproximado de 6 vêzes o da Terra”. (veja mais em: Uranometria Nova e Observatório Phoenix, agradeço Marcelo Moura pela correção)


(1) A estrela mais próxima de nós é o Sol. Estou considerando somente as outras estrelas, ok?
(2) Eu sei que o termo “à esquerda” está incorreto, mas para um leigo é mais simples de guardar e localizar. O termo cientificamente correto é “à Leste”.

Fonte:

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Cancelada Revista Astronomy Brasil

domingo, 24 de junho de 2007
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killshot dvd download

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triste.jpegSegundo o blog Glúon a revista Astronomy Brasil foi cancelada. Não houve interesse para uma tiragem nacional da revista.

Não me surpreende, a revista era de altíssima qualidade, e possuía conteúdo de grande nível. Claro que para ler a revista era necessária também uma dose razoavelmente grande de conhecimentos. Não era coisa de iniciantes.

Tenho acompanhado a revista desde o número 1 e possuo todos os números. Infelizmente minha coleção está inesperadamente completa!

Eu estava mesmo preparando um post para falar do nível da educação de nossas crianças. E esta notícia é só mais um indicador de que gente com bagagem de conhecimento é coisa cada vez mais rara.

Resta-nos revistas e foruns on-line sobre Astronomia em português:

Fontes

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Hubble em Imagens. 1ª Parte: Sistema Solar.

sábado, 16 de junho de 2007
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hubble.jpg
Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
Mais Imagens em:


Já falei que a manutenção do Hubble está prevista para o ano que vem. Desta vez quero compartilhar com vocês as imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, vou publicar em blocos.
Hoje inicio com fotos dos planetas, luas, cometas e outros objetos do Sistema Solar.

Vamos começar partindo dos objetos mais próximos do Sol e se afastando.

Mercúrio e Vênus tem poucas fotos devido a sua órbita próxima do Sol. O Hubble teria problemas para obter boas fotos:

venus.jpg
Vênus em UltraVioleta: poucos detalhes devido à sua densa atmosfera.

Hubble não tem condições de fotografar a Terra, está muito próximo e simplesmente foi projetado para apontar para fora daqui! No entanto obteve várias fotos de nossa companheira mais próxima, a Lua:

lua.jpg
A cratera Copérnico na nossa Lua.

Já depois da órbita da Terra o primeiro planeta é Marte. Um dos objetos do sistema solar mais fotografado e estudado pelos equipamentos do Hubble.

marte.jpg
Marte: Uma absurda tempestade de poeira ao norte e ao sul.

Entre Marte e Júpiter temos o grande cinturão de Asteróides. Rochas de tamanhos variados, de grãos de poeira até vários quilômetros de extensão. A teoria mais aceita sobre o cinturão de Asteróides é que trata-se de um planeta que parou seu desenvolvimento no início de sua agregação devido à violenta influência da gravidade de Júpiter.

vesta.jpg
Asteróide Vesta: um dos destinos da sonda espacial Dawn, lançada há algumas semanas.

Na seqüência temos o gigante Júpiter. O maior planeta do sistema solar, rivaliza em tamanho com estrelas anãs. No entanto sua massa é 70 vezes menor. Se sua massa fosse um tanto maior, era possível considerar o sistema solar um sistema estelar duplo. Merece várias tomadas:

jupiter.jpg
Júpiter: sua grande mancha vermelha e sua recente nova mancha.

redtemps.jpg
Grande Mancha Vermelha: tempestade ciclone registrada há mais de 300 anos com o diâmetro quase duas vezes o da Terra e ventos de até 434 km/h.

E Júpiter e sua gravidade também faz mais influências: Io uma de suas grandes luas tem vários vulcões ativos:

io.jpg
Io: vulcão ativo na lua de Júpiter.

A seguir temos outro fascinante mundo explorado pelo Hubble: Saturno com seus fantásticos anéis.

jupiterprox.jpg
Detalhe dos Anéis de Saturno, com a sombra do planeta.

posianeis.jpg
Saturno entre 1996 e 2000: A posição dos anéis em relação à Terra, muda todo ano.

O próximo planeta é Urano. Também com anéis e dezenas de luas, não é tão lindo como Saturno, porém seu brilho verde/azulado é bastante encantador:

urano.jpg
Urano com seus anéis e algumas das luas.

O último planeta também foi fotografado pelo Telescópio Espacial: Netuno

netuno.jpg
Primavera em Netuno. Variações sazonais na atmosfera do Gigante Azul.

Plutão é agora considerado um planeta anão. Uma nova designação, uma vez que encontraram outros corpos na região do Cinturão de Kuiper de tamanho similar a Plutão. Ou consideravam os outros corpos Planetas, ou destituíam Plutão da classe. Escolheram a segunda opção.

plutao.jpg
Confirmação visual da nova lua de Plutão.

Por fim temos os grandes espetáculos tão esfuziantes quanto efêmeros, os Cometas. Errantes do sistema solar, às vezes se aproximam do Sol e se derretem em um calda brilhante para delícia dos astrofotógrafos e simpatizantes.
O Hubble não deixou de apontar para estes astros e obter alguns flagrantes de suas viagens:

cometap73.jpg
Cometa 73P se “esfarelando” em pedaços.

shoe.jpg
Cometa P/Shoemaker-Levy 9 enchanted movie dividido em 21 fragmentos, dois meses antes de se “estatelar” com o gigante Júpiter.

Na segunda parte da série Hubble em Imagens veremos outras Galáxias.

Fonte:

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/