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Hubble volta a funcionar!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O telescópio Hubble retornou ao funcionamento no último sábado pela manhã. Depois de algumas semanas de problemas, que temos acompanhado de perto, aqui e aqui, os engenheiros da Nasa realizaram novo teste de religação dos equipamentos científicos e tudo funcionou corretamente.

A Câmera principal está em funcionamento e suas primeiras imagems já estão sendo obtidas. Inicialmente serão apenas utilizadas para calibração, porém em uma semana, se tudo continuar perfeito, as primeiras imagens científicas serão realizadas.

Vida longa ao telescópio espacial!

Hubble em Apuros: novidades sobre o defeito

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Como já falei em um artigo anterior o Hubble apresentou um sério problema que provocou o desligamento de seus instrumentos científicos.

Este artigo é para atualizar o que anda acontecendo com o Grande Telescópio.

O defeito apresentado obrigou a Nasa a adiar o lançamento da nave Endeavour até que os engenheiros encontrem exatamente a sua causa. Eles estão trabalhando muito desde o final de setembro para verificar até onde o problema comprometeu o telescópio.

Hubble

Com relatórios de status publicados na internet à cada novidade, é possível perceber exatamente o que os engenheiros estão fazendo com as entranhas do Hubble.

Basicamente, eles transferiram parte do processamento do telescópio para um segundo computador 486. O sistema de backup, ou módulo “B”, já foi ativo e pareceu funcionar bem.

Depois disso eles ativaram a ligação “B” de cada componente científico com o módulo “B”. Tudo parecia certo até que a ligação de um dos últimos circuitos provocou uma leitura de baixa tensão. Isso fez com que o processo fosse abortado.

Todos os dados de telemetria estão sendo checados e rechecados. Somente depois disso vão tentar religar tudo novamente.

Por enquanto os equipamentos científicos estão desligados em modo seguro. Isso é lamentável, pois cada segundo de funcionamento do Hubble tem um custo inestimável para a produção científica internacional.

Novas tentativas de religá-lo serão realizadas na próxima semana, depois que os técnicos estudarem todas os dados disponíveis em detalhes. Trabalharão mesmo neste fim de semana.

Assim que novidades aparecerem, publico por aqui.

Fonte: Nasa.gov

Telescópio Fermi de Raios Gama faz primeira descoberta

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi fez sua primeira grande descoberta: uma nova classe de Pulsar que só emite raios rama. Esta descoberta irá ajudar a entender o colapso final das estrelas.


Pulsar de Raios Gama

Noticiei em junho o lançamento do Telescópio Fermi, ainda identificado com a sigla Glast. De lá até hoje, o telescópio já está em funcionamento pleno e já realizou um mapeamento completo do céu com maior precisão que o telescópio Compton que substituiu.

Esta descoberta demonstra o perfeito funcionamento e o grande sucesso deste mais este novo telescópio da NASA.

Fonte: Nasa.gov

Ibex: Nasa mapeando os confins do Sistema Solar

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Uma nave espacial foi lançada neste domingo, 19 de outubro de 2008, pela
Nasa para mapear o que acontece na fronteira de nosso Sistema Solar.
Chama-se IBEX: Missão de Exploração da Fronteira Interestelar.

Foguete Pegasus no momento do lançamento
Avião L1011 lançando o foguete Pegasus com a espaçonave IBEX

Esta será a primeira nave com tecnologia especialmente desenvolvida para
mapear esta região longínqua. A nave Voyaget I foi o primeiro artefato
humano a chegar à esta região em 2004. Porém não possuía tecnologia para
estudar os raios cósmicos e sua interação com o vento solar. Ela foi
preparada para o estudo dos grandes planetas e obter dados e as
primeiras imagens mais próximas.

A nave IBEX, por sua vez, está pronta para realizar a tarefa. Para isso
não precisará viajar até lá, o que levaria décadas. De uma órbita da
Terra usará detectores e instrumentos precisos para detectar as
partículas.

O IBEX estará em uma órbita bem alta: 300 mil quilômetros de altitude.
Para comparação, a Estação Espacial Internacional está em uma órbita em
torno de 400 km apenas. Esta distância é necessária para que a
magnetosfera da Terra não influencie no mapeamento.

Muito interessante o processo de lançamento da nave que foi realizado
por um foguete solto de um avião já em uma grande altitude. Isso,
provavelmente, deve trazer uma economia de combustível do foguete. Pelo
tamanho do foguete na foto abaixo, é que que me pareceu.

Foguete Pegasus
Avião L1011 lançando o foguete Pegasus