Poeira e rocha inerte. Muita poeira.
Esta é a visão de muitos sobre a superfície da Lua. Porém é preciso revê-la.
Assim que chegaram os primeiros dados do equipamento MINI-RF da NASA diretamente do polo norte da nossa Lua, os cientistas ficaram radiantes diante da confirmação do projeto LCROSS. Confirmou-se a presença de gelo de água em grande quantidade nas crateras permanentemente escuras.
O equipamento MINI-RF que foi de carona no projeto da primeira sonda lunar indiana, foi especialmente desenvolvido para detectar a presença de água nestas crateras. Alias, pesquisei sobre a história do projeto espacial Indiano, que me surpreendeu por sua longevidade e consistência em obter resultados, apesar do orçamento muito distante das potências espaciais.
Com esta confirmação cresce as possibilidade de exploração da Lua em longo prazo. O uso da Lua como base para lançamento de foguetes começa a fazer sentido. Com água em abundância (estimados 600 milhões de metros cúbicos) é possível produzir oxigênio e água para manter uma colônia, além de hidrogênio combustível para os possíveis foguetes. Uma colônia pequena produzindo combustível e oxigênio seria interessante como posto de reabastecimento.
Mas isso é uma visão de muito longo prazo. Não creio que verei isso, nem mesmo minhas filhas.
A visão de poeira seca como nas fotos do projeto Apollo, de maneira nenhuma representam a visão das crateras do polo norte lunar. Camadas e camadas de gelo devem deixar a visão um tanto mais próximo dos pólos terrestres e altas cordilheiras.
Na imagem abaixo, as crateras destacadas em verde possuem características detectadas pelo sensor que condizem com presença de água congelada.
O centro da imagem é o polo norte lunar.
E você? Acredita que ainda iremos colonizar nossa companheira cósmica?
Fonte NASA.



















