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Novas fotos Astronômicas da Lua

terça-feira, 4 de outubro de 2011
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Novas fotos Astronômicas da Lua, um álbum no Flickr.

Fiz uma boa limpeza em meu telescópio, colimei e preparei para a noite de sábado uma sessão de fotografias astronômica com minha nova câmera. Porém a chuva de sábado e domingo adiou meu intento para esta segunda-feira.

Fotos produzidas por projeção de ocular (basta colocar a câmera na frente da ocular, no lugar onde se põe o olho no telescópio!) vim publicar o resultado. O tempo ainda estava feio, porém uma Lua crescente estava bem posicionada em meu quintal.

Espero que gostem.

 

Descoberto Exo-planeta Possivelmente Habitável

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A NSF e a NASA divulgaram nota informando a descoberta de um planeta com três vezes a massa da Terra e com orbita bem no meio da “zona habitável” de uma estrela. Esta zona é assim chamada por permitir temperaturas onde a água permaneceria líquida na superfície do planeta. Isso é considerado primordial para a presença de vida.

Gliese 851 e seu planeta habitável

Gliese 851 e seu planeta habitável

Esta é a primeira vez que um planeta de tamanho mais próximo da Terra é encontrado a esta distância chave de sua estrela.

A estrela Gliese 581 é localizada a 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra. É uma anã vermelha com, agora, 6 planetas descobertos ao seu redor. Os planetas foram detectados através da análise de mudanças periódicas na velocidade radial da estrela.

Lembrei-me do livro “Contato”, de Carl Sagan: a distância de Gliese 581 faria que os primeiros sinais de TV que saíssem da Terra fossem recebidos pela estrela 20 anos depois. Caso hipotéticos habitantes deste planeta recebessem o sinal e resolvessem responder, considerando alguns anos de atraso, a resposta chegaria por estes dias!

Um detalhe do planeta é que ele é esta “preso” à estrela, exatamente como a Lua está para a Terra, isto é, mantém sempre a mesma face voltado para a estrela. Segundo os cientistas, o local no planeta onde é mais habitável é justamente na linha que separa a sombra e a luz. Embora pela experiência que vejo na Terra, se exitir vida em algum ponto qualquer do planeta, provavelmente existirá em todo ele!

Fonte: http://www.nasa.gov/home/hqnews/2010/sep/HQ_10-237_Exoplanet_Findings.html

Como fotografar as Estrelas. Como estou chegando lá.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Como sou um projeto de astrônomo curioso uma das coisas que eu gostaria muito de fazer é obter fotos astronômicas. Fotos da Lua, das constelações, aferismos e outros bichos celestes.

Nesta jornada para conseguir registrar as coisas que vejo com meu telescópio, ultimamente estou conseguindo subir mais um degrau. Já consegui fotografar a Lua com suas crateras, um Eclipse Solar, algumas estrelas poucas, Mercúrio e uma sombra de Júpiter com suas Luas. Porém quando comprei uma nova câmera digital compacta, consegui superar em muito meus primeiros objetivos. Mas não foi fácil assim.

Em primeiro lugar pesquisei uma câmera que permitisse a mais longa exposição e mais alta sensibilidade Iso. As câmeras compactas baratas não costumam ter recursos assim. Porém achei uma Canon A470 com 15 segundos de exposição e Iso 1600. É claro que com 1600 o ruído é absurdo. Mas nesta câmera até Iso 400 é bastante suportável. Com 800 dá para relevar com alguma filtragem posterior.

Fui fazer as primeiras fotos da lua e me decepcionei: o sistema de foco automático não consegue focalizar a Lua de jeito nenhum! Já tinha visto algo assim na câmera de vídeo de meu pai.  A lua fica desfocada. Piorou quando fui testar com o suporte e meu telescópio. O foco falhou novamente. O suporte que fiz não resolve, a câmera fica muito perto da ocular. Epic fail.

Aproveitei para relaxar sobre fotos de estrelas e estudar um pouco mais de fotografia digital para registrar com mais qualidade as fotos da família. Comprei um bom guia do pessoal da National Geographic, e comecei a melhorar as fotos. Até experimentei alguns truques de ajustes digitais no Gimp. Entendi sobre balanço de branco, e como ajuste de exposição funciona em uma digital compacta como a minha.

Cheguei a ressuscitar uma antiga Brownie 1957 com um filme preto e branco 120mm. (Isso ainda vai render um bom post assim que encontrar onde revelar o filme!)

Neste ponto encontrei um site com um hack de compactas Canon. o CHDK. Isto mesmo! Um programa para rackear o software das câmeras Canon. Com ele algumas opções não disponíveis são destravadas. Dependendo da câmera a coisa é assombrosa.

Depois de uma empolgação inicial, ficou dois recursos que estou adorando: Longa Exposição até 64 segundos e arquivos formato RAW.  Com estes recursos consegui a seguinte imagem:

Constelação de Touro e Plêiades

Constelação de Touro e Plêiades

Gostou da foto? Gostaria de fotografar assim? Basta um tripé que não trema, apontar e clicar configurando de até 25 segundos de exposição. Depois realizar um tratamento digital com ajustes de branco, sombras, etc. O modo RAW permite que eu faça este ajuste digital sem perder a definição da imagem.

Nada mal não é?

Meu próximo teste será com o foco manual. Se funcionar poderei clicar novamente a Lua e usar a câmera com o telescópio. Deseje-me boa sorte!

Um mapa para você se localizar na foto acima:

Touro e Plêiades, mapa de referência.

Touro e Plêiades, mapa de referência.

Detalhe: sobre a cruz de neon, é possível ver um avião que passava por ali naquele instante.

Novas evidências confirmam água na Lua

terça-feira, 2 de março de 2010

Poeira e rocha inerte. Muita poeira.
Esta é a visão de muitos sobre a superfície da Lua. Porém é preciso revê-la.

Assim que chegaram os primeiros dados do equipamento MINI-RF da NASA diretamente do polo norte da nossa Lua, os cientistas ficaram radiantes diante da confirmação do projeto LCROSS. Confirmou-se a presença de gelo de água em grande quantidade nas crateras permanentemente escuras.

Logo Mini RFO equipamento MINI-RF que foi de carona no projeto da primeira sonda lunar indiana, foi especialmente desenvolvido para detectar a presença de água nestas crateras. Alias, pesquisei sobre a história do projeto espacial Indiano, que me surpreendeu por sua longevidade e consistência em obter resultados, apesar do orçamento muito distante das potências espaciais.

Com esta confirmação cresce as possibilidade de exploração da Lua em longo prazo. O uso da Lua como base para lançamento de foguetes começa a fazer sentido. Com água em abundância (estimados 600 milhões de metros cúbicos) é possível produzir oxigênio e água para manter uma colônia, além de hidrogênio combustível para os possíveis foguetes. Uma colônia pequena produzindo combustível e oxigênio seria interessante como posto de reabastecimento.

Mas isso é uma visão de muito longo prazo. Não creio que verei isso, nem mesmo minhas filhas.

A visão de poeira seca como nas fotos do projeto Apollo, de maneira nenhuma representam a visão das crateras do polo norte lunar. Camadas e camadas de gelo devem deixar a visão um tanto mais próximo dos pólos terrestres e altas cordilheiras.

Na imagem abaixo, as crateras destacadas em verde possuem características detectadas pelo sensor que condizem com presença de água congelada.

Água detectada em crateras em vermelho no polo norte lunar pelo miniRF

O centro da imagem é o polo norte lunar.

E você? Acredita que ainda iremos colonizar nossa companheira cósmica?

Fonte NASA.