
A foto obtida em 1996 pela nave Galileo mapeou a região de 1.200 quilômetros de diâmetro:
Estas imagens indicam um oceano salgado abaixo da superfície. A pergunta agora é: existiria vida neste oceano?
Apesar do oceano salgado não passar de uma hipótese, isso tem instigado os pesquisadores a preparar uma missão para enviar uma sonda que penetre a superfície e mergulhe no grande oceano. Os desafios tecnológicos de engenharia para esta empreitada são enormes.
Uma semelhança com artérias e veias humanas não é mera coincidência: trata-se de uma foto com cores falsas e provavelmente escolhidas a dedo!
Assine Imagem Astronômica da Semana: IADS Tecnoclasta em Assine nosso Feed Ou Receba por email os novos artigos do site.
Para ver todas as Imagens Astronômicas da Semana já publicadas clique aqui.
Continuando a série Cosmos vamos ver os episódios 6 a 11:
(o primeiro Episódio está aqui. E os episódios 2 a 5 aqui.)
6
Cosmos, Episódio 6: A saga dos viajantes
7
Cosmos, Episódio 7: O esqueleto da noite
8
Cosmos, Episódio 8: Viagens pelo tempo e espaço
9
Cosmos, Episódio 9: A vida das estrelas
10
Cosmos, Episódio 10: os limites da Eternidade
11
Cosmos, Episódio 11: A Persistência da Memória
Estão faltando apenas os episódios 12 e 13. Assim que estiverem disponíveis no You Tube, eu publico aqui.
A Face de Marte: Uma civilização antiga deixou uma marca para nós em Marte?
Em 1976 a sonda Viking mapeava uma região da superfície de Marte chamada Cydonia. O objetivo era localizar um local adequado para o pouso da nave irmã Viking II. Mas o que a nave fotografou ficou conhecido com A Face.
Durante várias décadas a imagem ficou no imaginário público como uma evidência de uma civilização marciana. Pelo menos dos mais imaginativos. Em 2001 a nave Mars Global Surveyor mapeou a mesma região e provou que tudo não passou de perspectiva e jogo de luz.
Veja na imagem de hoje A Face, e tire suas próprias conclusões.
Assine Imagem Astronômica da Semana: IADS Tecnoclasta em Assine nosso Feed Ou Receba por email os novos artigos do site.
Para ver todas as Imagens Astronômicas da Semana já publicadas clique aqui.
Fonte: Msss - JPL- Nasa
A revista Scientific American Brasil deste mês, publicou em sua reportagem de capa um questionamente sobre o Fim da Cosmologia. O subtítulo ainda sugere que a expansão do universo um dia apagará a evidência do Big Bang.
Cosmologia é a ciência que estuda as grandes questões do surgimento e o fim possível do Universo.
Antes da maior descoberta de Edwin Hubble e Milton L. Humason não existia nenhuma teoria da criação do Universo com algum rigor científico. Esta descoberta foi que as galáxias distantes estavam se afastando da Via Láctea tão rapidamente quanto mais longe estavam.
Para explicar isso formulou-sese uma hipótese: as galáxias um dia estavam todas no mesmo lugar da galáxia e explodiram em todas as direções. Com os estudos posteriores e medidas realizadas, os cientistas concluíram que o momento em que todas as galáxias ocuparam o mesmo lugar foi à 13,5 Bilhões de anos. Esta estão é a idade do Cosmo.
Todo o Universo estava compactado em um espaço menor que um átomo!
Esta teoria foi chamada de Big Bang: o momento do início do Universo foi uma grande explosão descomunal, cujo ruído de fundo ainda é detectável hoje.
A medida da velocidade que as galáxias se afastam é absurda. E os cálculos levam a crêr que algumas já ultrapassam a velocidade da luz. Parece impossível, já que a velocidade da luz no vácuo é a maior velocidade possível para qualquer partícula, quem dirá de galáxias inteiras. Seria uma contradição, porém a noção do Universo curvo em uma quarta dimenção resolve a questão:
Imagine um balão de gás (ou bixiga) com os pontos P1 e P2 conforme a figura:

Considere que os pontos P1 e P2 representam Galáxias e a superfície a curvatura do Universo. Conforme o balão infla os pontos se afastam entre si, mas não estão realmente saindo do lugar: a distância aumenta sem ocorrer movimento. Se as distâncias aumentam tão rapidamente que a “velocidade” dos pontos é maior que a velocidade da luz, um fóton emitido a partir do ponto P1, nunca chegará ao ponto P2. A distância vai aumentando indefinidamente mais rapidamente do que a partícula consegue percorrê-la.
Isso quer dizer que existe uma janela de visibilidade a partir da galáxia P1. A partir de uma distância as galáxias se afastam mais rápido do que a luz pode caminhar até P1. Portanto Jamais P1 tomará conhecimento destas galáxias distantes. Qualquer indício que um dia existiram irá viajar mais lentamente do que possível para chegar um dia à Galáxia P1.
Na nossa realidade a superfícia do balão é o tecido do espaço/tempo. E isso é ainda mais assombroso, porque que não só o espaço se espande, mas também o tempo.
Este imponderável se agrava conforme o tempo (astronômico) passa. Daqui vários bilhões de anos todas as galáxias distântes estarão tão distântes que o céu não terá nenhuma galáxia visível. Os únicos astros no céu serão os objetos de nossa própria galáxia.
Já as galáxias próximas, como Andrômeda e outras do grupo local tenderão a se aproximar com a gravidade e se tornar junto com a Via Láctea uma só galáxia.
Neste Futuro distante se pesquisadores olharem as evidências disponíveis naquele instante, não poderão “redescobrir” o Big Bang, pois não existirá nenhuma galáxia distante disponível com as pistas da origem do Universo.
Quem gostou do tema, várias discusões, longas e espantosamente interessantes no fórum Cosmofórum. Nestes tópicos eu prefiro mesmo é ler, não discuto, porque o nível do pessoal lá está além de mim.
Alguns tópicos que li antes de redigir este artigo:
E o artigo da Scientific American:
Como representar ironia de forma correta, sem causar alguma confusão?
No caso, acho melhor dizer com todas as letras: o título deste artigo É uma ironia.
Não confunda Astronomia e Astrologia. (se não sabe, veja a diferença aqui).
Acreditar que a posição dos Astros no momento do seu nascimento tem alguma influência em sua personalidade é algo realmente estranho.
Na série Cosmos, Carl Sagan tenta analisar que tipo de influência Marte poderia ter sobre um nascimento. Dentro de uma sala fechada a luz de marte não entra. A única coisa que poderia influenciar é a sua gravidade. No entanto a gravidade exercida pelo Obstetra é maior. Claro que Marte é muito maior que o Obstetra, porém está absurdamente mais longe que ele. Porém mesmo a gravidade do obstetra é totalmente desprezível.
Veja, por exemplo, os signos do zodíaco. Eu nasci em 25 de janeiro, portanto do signo de Aquário. Mas o que é seu signo?
O signo é sob qual constelação o Sol estava no momento do nascimento. Vejamos onde estava o Sol em 25 de janeiro de 1974:

Sol em Capricórnio
Não deveria ser Aquário?
Se não conseguem sequer prever em que constelação o Sol estava a trinta e poucos anos, algo perfeitamente calculável, como podem prever minha personalidade???
Delírio.
Se quizer se divertir veja as contradições nas recomendações de vários astrólogos para minha pessoa no dia de hoje, 2 de abril de 2008:
Chega…
Arquivos
| Índice | Arquivo |
| Contato |