No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.”
Carlos Drummond de Andrade
Hoje, 31 de outubro é aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, considerado um dos principais poetas modernistas brasileiros. Escreveu poemas, livros infantis, contos e crônicas.
Nasceu em Itabira/MG em 1902 e faleceu no Rio de Janeiro em 1987. Sua poesia da Pedra no meio do Caminho foi uma das poucas poesias que me marcou a infância.
Na ocasião de 100 anos de seu nascimento foi homenageado com uma estátua no posto 6 da praia de Copacabana no Rio de Janeiro:

Estátua feita pelo artista mineiro Leo Santana, Copacabana, Rio de Janeiro.
Fique atento, poesia custa mais barato do que você imagina: Pesquise preços no Buscapé de Livros de Carlos Drummond de Andrade, livros de poesia e pacote de viagens.
Neste 4 de outubro de 2007, estamos comemorando 50 anos da Sputnik e o início da corrida espacial. Até o Google fez sua homenagem:

Com a guerra fria, a extinta União Soviética e os Estados Unidos iniciaram o desenvolvimento da Indústria Espacial.
Quem deu o pontapé inicial foram os soviéticos lançando ao espaço pela primeira vez um objeto feito pelo homem. Colocou em órbita o Sputnik, um satélite artificial de 83Kg e 58 cm de diâmetro.

O Sputnik possuia 2 rádios transmissores operando a 20 e 40Mhz e funcionou durante três semanas enviando dados que incluíram a temperatura interna e externa da cápsula. O objetivo era obter informações inéditas sobre a ionosfera. O satélite ainda ficou em órbita sendo observado por instrumentos óticos, até que 92 dias depois do lançamento finalmente decaiu.
Este lançamento bem sucedido provocou os americanos que responderam com a criação da Nasa e os primeiros projetos americanos de lançamento de foguetes. O ciclo culminou no projeto Apollo.
Para o lançamento do Sputnik os soviéticos utilizaram um foguete R7 com 34m de comprimento, 3 de diâmetro e 280 toneladas! Funcionava com oxigênio líquido e querosene. Foi adaptado de um foguete lançador de mísseis transcontinentais.

Um detalhe interessante é que o Sputnik não era visível da Terra sem binóculos ou telescópios. Porém o foguete R-7 devido a sua superfície extremamente brilhante pôde ser visto de várias regiões do mundo, enquanto também estava em órbita. Para os que viram Mercúrio nos últimos dias o brilho do foguete era da mesma intensidade.
Aliás, para quem não sabia, é possível ver muitos restos de foguetes, satélites, o Hubble e a Estação Espacial sem uso de instrumentos óticos, ou a olho-nu se preferir. Vou fazer um artigo justamente sobre isso. É fácil e não precisa muita habilidade.
Escritor e aventureiro, brasileiro está completando 52 anos neste dia 25 de setembro.
Notável pela sua vida e conquistas, e também por sua forma de descrever o mundo em seus livros. Nos faz viajar suas viagens e ir até onde poucos homens foram capazes de ir.
Em sua solidão no Atlântico em 1984, quando cruzou o oceano em um barco a remo, descobrimos que na verdade, o mar é tão cheio de vida, que solidão não foi exatamente o que ele passou. Solidão de pessoas, sim. Mas em seu relato não me pareceu que um dia sequer ele esteve longe dos pássaros, peixes ou grandes animais marinhos. A natureza gritava todos os dias que não estamos sós nesta Terra.
O livro “100 dias entre o céu e o mar” onde ele narra esta primeira grande aventura, nos deliciamos com cada detalhe e com cada vitória. Quando passa próximo da ilha Santa Helena no meio do Atlântico ficamos torcendo para ele ver a ilha.
Não preciso dizer que é leitura altamente recomendada. Aliás, preciso: eu li e recomendo.
Estou com o segundo livro na prateleira: Paratii Entre Dois Polos . É um das minhas próximas leituras. Este conta a aventura de ir até a Antártica, ficar preso no gelo durante 6 meses, ir até o Ártico e voltar ao Brasil.
Sinceramente uma vida cheia de realizações, vitórias e muita muita luta.
Feliz aniversário Amyr Klink!
As Janelas Do Paratii
“Pelas janelas de um barco faz-se o mundo passar. Que me desculpem os entendidos com seus rigores técnicos e nomes precisos - mais do que escotilhas, gaiútas ou vigias, o meu barco tem porta e janelas. Sete, grandes e claras, por onde, trabalhando as velas e juntando milhas, fiz passar as latitudes e paisagens que procurei. E uma porta, por onde passei mais vezes do que sei. Sete janelas, uma para cada mar, voltadas para os lados e para a frente, que transformaram distâncias em tempo, fizeram do desconhecido o seu porto e, ao final, não se fecharam em porto nenhum.
Vinte e dois meses viajando no Paratii, atravessando nos alísios as areias do Saara ou marcando de gelo o alumínio do costado, descobri que apenas para isso serve um barco.
Para não viver em portos, e navegar. Para fazer passar por suas janelas o mundo, e, um dia, voltar”
“O mar não é um obstáculo: é um caminho”.
Amyr Klink.

Barco a remo utilizado em sua travessia do Atlântico em 1984
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Hoje, 18 de setembro é aniversário de Lance Armstrong, um homem com uma história fantástica.
Já conhecia esta história a algum tempo, mas li que hoje é seu aniversário, lembrei da história e queria dividir com vocês.
Esportista e cheio de saúde com vinte e cinco anos foi diagnosticado com câncer no pulmão, cérebro e testículo. Entre 1995 a 1997 lutou contra a doença e chegou a ouvir de médicos que sua chance de sobreviver era apenas 40%. Não desistiu.
Lutou e venceu o câncer.
Já seria uma vitória e tanto, mas ainda em 1997 voltou a se dedicar ao esporte em que tinha o maior talento, o Ciclismo. E em 1999 ganhou pela primeira vez o Tour de France, considerada uma das provas mais importantes de todo o mundo.
E mais 6 vezes depois. Sim venceu 7 vezes a prova mais importante de seu esporte.
Criou uma fundação para luta contra o câncer e escreveu sobre sua doença: De Volta a Vida “It’s not about the bike: My journey back to life” e também “Every Second Counts”.
Lendo o trecho do primeiro livro pude ver como nossa vida pode mudar de um momento para outro. E como a reação à mudança é algo imprevisível. Vale a pena ler o trecho do livro pelo menos. Eu estou procurando o livro todo, me interessei.
A nossa vida seria bem mais feliz se vivêssemos toda a intensidade de cada dia.
Ele comemora hoje 36 anos. Ele tem realmente em o que comemorar.
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