Finalmente terminei definitivamente o meu primeiro livro: Vermelho Vivo.
Gosta de astronáutica? Ficção científica? Então este é um prato cheio para você.
Como adquirir o livro Vermelho Vivo
Caso esteja do seu agrado, você já pode adquirir de três maneiras:
- Se é adepto de ebooks, basta fazer o download do Ebook do livro Vermelho Vivo e pagar o que julgar justo em:
- Compre o livro Vermelho Vivo que já está pronto e publicado no Clube dos Autores. Aceita-se qualquer cartão, e outras formas de pagamento. Os livros são impressos sob demanda.
- Encomende diretamente comigo informando o CEP e a quantidade desejada no email: contato @ tecnoclasta.com. Neste caso eu informarei o valor e o prazo de entrega. Os livros neste caso são edição de luxo com maior qualidade e menor preço por serem impressos em lotes.
Sobre escrever um livro
Feito o jabá, queria aproveitar para dividir com vocês um pouco da experiência que foi escrever este primeiro livro.
Inicio e motivação
Quando comecei, eu realmente não tinha grandes pretensões. Timidamente eu sequer me identifiquei como o autor do livro. Publiquei o primeiro capítulo aqui no blog e esperei para ver a reação dos leitores. Demorou um pouco mas começaram a aparecer alguns comentários. Todos eles favoráveis. Logo me animei e tentei dar prosseguimento ao livro.
Minha principal motivação sempre foi a conquista de escrever. Usar os processos mentais para criar alguma coisa do nada e materializá-lo em uma história. Você talvez me ache até um masoquista, porém me deu grande prazer colocar o cérebro no “turbo” e deixar rolar a imaginação.
Definição do Roteiro
Como a história era sobre uma viagem à Marte, o roteiro tem algumas partes bem previsíveis: a preparação, a viagem, as atividades em Marte, o retorno, as consequências. Comecei falando sobre a preparação sem pensar muito sobre o resto. E trabalhei bastante o personagem principal.
Depois dos primeiros quatro ou cinco capítulos eu resolvi revisar tudo e finalmente pensar um pouco mais detalhadamente no roteiro do livro. Fiz algumas decisões que modificaram ligeiramente o primeiro capítulo, mas já consegui pensar sobre tudo o que iria acontecer. Não recomendo começar um livro antes destas decisões que fiz aqui. Mas como disse, o tipo do livro me permitiu.
Defini também os personagens secundários e escrevi um pequeno resumo de suas personalidades, história e motivações. Acabei incluindo um novo personagem, o chinês Mister Won.
Fiz as decisões mais difíceis aqui. O mais complicado era decidir o que aconteceria quando chegassem em Marte e qual o desenlace do roteiro. Sabe, eu costumo manter problemas em minha cabeça por alguns dias para amadurecer as soluções. Não fico pensando sobre eles, mas de vez em quando dá um estalo e a solução aparece quando menos eu espero. Quando o desenlace do livro já estava em minha cabeça finalmente pude trabalhar muito nos detalhes antes de escrevê-lo. Cheguei a discutir o desenlace com meu revisor, que me pareceu preocupado com o resultado.
Com o roteiro pronto, deixei apenas alguns detalhes do caminho para que idéias novas pudessem surgir.
Quase no automático
A partir deste ponto o livro escreveu-se quase sozinho. Estou exagerando, é claro, mas olhando agora sobre como foi, é assim que me parece. A escrita fluiu de forma natural e as coisas se encaixaram perfeitamente.
O Henderson do Despokafe, escreveu um artigo sobre “Como não escrever um livro” e nele ele fala sobre deixar os personagens conduzirem a história. Talvez eu tenha caído um pouco na armadilha que ele citou:
Deixar seus personagens tomarem conta do livro: Pode parecer frescura de (pseudo-)escritor, mas tem ocasiões que você simplesmente não consegue fazer os seus personagens agirem como você quer. Eles criam personalidade própria. Aí o personagem fica artificial, idealizado, chato, ou tudo isso junto. Desse ponto em diante não tem jeito, a não ser matar a sua personagem. Como você não vai conseguir, o melhor a fazer é desistir logo e partir para o próximo “best seller”.
Eu tentei fazer os personagens fugirem um pouco dos seus trilhos. E acho que em alguns momentos eu consegui.
Minhas férias em janeiro me permitiram escrever grande parte do livro sem interrupções e preocupações.
A satisfação do resultado
Depois de mais de oito meses de trabalho o resultado é um livro real e simplesmente meu!
Tentei com todas forças ler o livro de maneira crítica e não sei se consegui. Mas a leitura me foi muito, muito prazerosa. Escrevi o livro pensando em mim, e consegui me agradar. Me daria nota 7,5 de 10. Como é o primeiro livro acho que está de bom tamanho.
O futuro
Não vou ficar somente neste livro. Já estou trabalhando no segundo. Trabalhando somente na minha cabeça ainda. O roteiro ainda não está fechado, porém os principais personagens já estão começando a ganhar vida. O protagonista será uma inteligência artificial.
Por enquanto eu continuarei escrevendo Ficção Científica, que é minha literatura preferida. Mas se me surgir uma idéia mais geral, e que me capture a imaginação, nada impede de eu me aventurar por outras praias.
Portanto, agora sou um escritor. E antes de me achar um pedante ou um convencido, já que o livro não foi publicado por uma editora sendo apenas uma auto-publicação, veja minha definição do escritor:
Escritor é o artista que se expressa através da escrita.
Em algum lugar da minha definição está escrito que o escritor deve ser lido? Ou mesmo que deve escrever bem?
Descobri uma maneira de me expressar de forma artística, usar meu cérebro de maneira prazerosa e isso é o que está valendo para mim.



[...] leio o blog Tecnoclasta do Prof. Luis Eduardo e agora ele finalmente terminou de escrever o livro Vermelho Vivo, que pode ser baixado ou adquirido no próprio blog. Ficção científica madeinbrazil do mais alto [...]
***Oi Du… adorei ler um pedaço do livro. Se eu tivesse a oportunidade de ler todo o livro…
eu lhe elogiaria mais… Por favor me dê um exemplar com uma bela dedicatória…
Valeu,,, bjuzzz