Estamos sós no Universo?

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The Journeyman video Como prometi ontem, gostaria de levantar uma pergunta para você que lê este blog:

Você acredita em vida em outros mundos?

A pergunta é polêmica. Faz muita diferença para algumas pessoas, meche com seus dilemas, conceitos e valores de vida. Para outros não faz a menor diferença.

Minha opinião é que tem mais vida no Cosmos do que algumas de nossas pequenas filosofias podem supor.

Para começar, o Universo é grande demais para estarmos sós. Seria um desperdício enorme de espaço. ;-)   Não que o “espaço” se preocupe com isso. As duas grandes teorias sobre como viemos parar aqui onde estamos (criacionismo e teoria de evolução) são perfeitamente condizentes com nossa solidão.

Vejamos: os criacionistas acreditam em um ser superior que ordenou a criação do Universo, e por sua vontade determinou como tudo seria. Alguns mais modernos não negam o Big-bang, a teoria da evolução e outras teorias científicas, apenas acreditam que o responsável foi o Todo-Poderoso. Se Ele criou tudo, então pode ter escolhido sermos os únicos com vida neste enorme Universo. Cada um com suas escolhas.

Já os darwinistas (existe esse termo?) acreditam que tudo foi uma feliz coincidência. Ou melhor consequência direta das leis da natureza. As coisas aconteceram devido a diminuição da entropia. As leis da natureza são válidas para todo o Universo, portanto a vida poderia surgir em qualquer lugar. Porem, as condições muito específicas de nosso planeta podem ser únicas.

Mas a idéia não era falar sobre criacionismo. Vamos nos focar em vida extraterrestre.

Frank Drake foi um dos pioneiros a questionar qual a chance de ter vida fora daqui. Fez a famosa Equação Drake. Ouvi sobre isso primeiro na série Cosmos, editada nos anos 80, por Carl Sagan. Nela, Drake chega a conclusão que apenas em nossa galáxia um milhão de civilizações poderiam ser inteligentes, desenvolverem tecnologia e se comunicarem conosco. Extremamente otimista. Mas ele apostou sua carreira nisso e desenvolveu o projeto Seti de busca de sinais de vida extraterrestre inteligente.

Eu realmente acredito que não estamos sós. As últimas descobertas de centenas de planetas girando ao redor de outras estrelas está confirmando os números utilizados por Drake.

Apesar de meu palpite, eu não acredito que isso vai fazer grande diferença para a humanidade. Pelo menos não nos próximos milhares de anos. Isso, pelo simples fato que não poderíamos ir visitá-los. A estrela mais próxima está a pouco mais de 4 anos-luz de distância, isso é, a luz leva 4 anos para fazer a viagem. Com tecnologia atual poderíamos levar milhares de anos para chegar lá.

Os mais crédulos poderiam argumentar que os extraterrestres poderiam ter tecnologia mais avançada e fazer a viagem mais rapidamente. Isso é verdade. Mas eu continuo cético. E o motivo é simples: a área do universo que poderiam nos perceber é ridiculamente pequena.

Nossas primeiras emissões de rádio começaram a pouco mais de 100 anos. Como os sinais de rádio viajam à velocidade da luz, nós temos uma circunferência de 100 anos-luz ao nosso redor. A estimativa do diâmetro da via láctea é 100 mil anos. Portanto os sinais ainda nem chegaram a 0,0001% da área da galáxia. No romance Contato, novamente de Carl Sagan, este ponto foi discutido. Ele propôs que uma civilização em Vega (40 anos luz daqui) nos enviaria uma mensagem. Na história eles detectaram nossos primeiros sinais de tevê da década de 40. Responderam imediatamente ao recebimento. Mas foram 40 anos para os sinais chegarem a Vega e mais 40 para os sinais de resposta chegarem aqui. Total: 80 anos!

Só para encerrar: disco voadores e alienígenas abduzindo pessoas por aí, para mim, são uma tremenda de uma bobagem. Se quiserem  conversar sobre isso, não vou ser muito educado não. Mesmo cético, sobre discos voadores estou preparando um outro papo, ok?

Então, qual a sua aposta? Estamos sós? Ou mal acompanhados? Faz alguma diferença?

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3 comentários para “Estamos sós no Universo?”

  1. Clovis disse:

    Só de pensarmos o quão grande é o universo, acharmos que estamos sozinhos por aqui pode ser uma idiotice. Eu acredito que existem outras civilizações tão avançadas quanto a nossa, creio que seja questão de tempo para que este contato seja feito, agora resta saber se vai levar 8, 80 ou 800 anos…

  2. Manuel Américo disse:

    Eu acredito! Pode demorar o tempo que for, mas não estamos sozinhos. Sobre disco-voadores também! A Física prova que podemos viajar grandes distâncias, mas o tempo para os viajantes não será o mesmo para quem está, digamos, na Terra. Como professor da área, você tem o conhecimento sobre isto. A questão é que não temos a tecnologia.
    O tema é interessante e seria bom a participação de todos os que acompanham o seu blog.

    Manuel Américo

  3. Manuel Américo,
    A teoria da relatividade não ajuda em nada nestas supostas viagens interplanetárias. Pelo contrário, só as complicam. A teoria diz que quando atingimos velocidades próxima à da luz o tempo corre mais lento para o viajante, em relação a quem fica na Terra em repolso. Em outras palavras, se viajar por 4 anos para Próxima Centauro a uma velocidade próxima da luz, depois mais 4 anos para retornar, uma nave chegaria na Terra dezenas, centenas ou até milhares de anos após sua partida. Para o viajante passariam 8 anos, mas para os terráqueos o tempo correria “normalmente”.
    Portanto esta é uma viagem sem volta para o futuro.

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