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Publicado 14:25, 8 dezembro , 2007 por Prof. Luis Eduardo

Imagem Spitzer

Continuando com a série de artigos com imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Infravermelho Spitzer.

O telescópio Spitzer foi enviado ao espaço por meio de um foguete Delta II em Agosto de 2003. Nestes mais de 4 anos, tem obtido milhares de imagens para ajudar a desvendar o processo de formação de galáxias e estrelas.

Seu espelho possui 85 cm de diâmetro e possui 3 instrumentos diferentes de captação de imagens.

Lançamento do Spitzer pelo foguete Delta II

Lançamento do Spitzer por foguete Delta II

Cometas

Devido a constituição dos cometas, estes objetos astronômicos são um alvo bem interessante para o Spitzer. Vamos ver alguns deles como se apresentam à este telescópio.

Cometa 73P/Schwassman-Wachmann 3

Desde 1995 o cometa vem se esfacelando em milhares de pedaços. O Telescópio Spitzer pode obter imagens dos pequenos pedaços identificando e estudando as partes internas de um cometa.

Cometa 73P

As imagens infravermelhas permitem detectar o rasto de detritos com mais precisão.

Rastro de detritos do cometa 73P

Dois Cometas da região de Júpiter

Na imagem o Cometa Johnson (acima) e Shoemaker-Levy 3 (abaixo). Também nesta imagem é possível identificar partículas no caminho de cada um dos cometas. Estas partículas são meteoróides e não são identificáveis por telescópios na faixa de luz visíveis.

Johnson (acima) e Shoemaker-Levy 3 (abaixo)

Estes meteoróides são partículas de centímetros ou milímetros de tamanho e são deixados em toda a órbita dos cometas. Quando a Terra cruza a órbita de um cometa, estas partículas cruzam o céu em uma chuva de meteoros.

Cometa Encke

A Terra cruza a órbita do cometa Encke todos os anos e é produzido a chuva de meteoros chamada Taurídeas. Este fenômeno acontece em outubro gerando em torno de 10 meteoros por hora.

Cometa Encke, rastro é responsável pela Taurídeas.
Cometa Encke, rastro é responsável pela Taurídeas.

Objeto no cinturão de Kuiper

Além de Netuno, existe um segundo cinturão de asteróides. Este cinturão é chamado Kuiper. Como os Asteróides dos cinturão entre Marte e Júpiter, os objetos do cinturão de Kuiper possuem formas e tamanho variados.

Por estarem a distâncias enormes e possuírem tamanhos reduzidos estes objetos são difíceis de detectar.

Objeto no Cinturão de Kuiper

Com sua capacidade de detectar qualquer objeto com temperatura acima de 273 graus negativos, nem é preciso que os objetos reflitam luz solar para conseguir uma imagem como as duas acima.

Cometa Schwassmann-Wachmann 1

Por fim vamos mostrar um cometa que apresenta um comportamento similar ao cometa Holmes, aquele que esteve visível nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2007.

O comportamento é chamado de outbursts, e corresponde ao aumento de brilho de forma dramática, devido a uma emissão de partículas acima do normal.

Cometa Schwassmann-Wachmann 1

Embora as imagens do Sistema Solar do Telescópio Spitzer sejam menos impressionantes que as imagens do Hubble, a incrível capacidade do Spitzer de detectar pequenas e invisíveis detalhes impossíveis para a luz visível faz do mesmo um instrumento muito importante.

Na seqüência iremos mostrar imagens de formação de planetas. Mais um detalhe que o Spitzer veio nos mostrar.

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