Hubble em Imagens. 3ª Parte: “Nebulosas = Morte?”

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Este artigo faz parte da Série Hubble em Imagens.
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Esta é a terceira parte das imagens mais fabulosas já obtidas pelo Hubble. Como são dezenas e dezenas de imagens, estou publicando em blocos. Vamos ver hoje uma série de Nebulosas do tipo Planetária e resquícios de SuperNovas .

Nebulosas Planetárias são objetos astronômicos formados a partir da evolução do ciclo de vida de uma estrela. Seria algo como “os restos mortais” de uma estrela Gigante Vermelha que entra em colapso, ejetando grande quantidade de gás.
Já os resquícios de Super Novas, são o resultado da “explosão” de uma Estrela Super-massiva.

Portanto a séria de imagens de hoje representará a Morte de estrelas. No próximo artigo veremos como as estrelas nascem.

Vamos começar com uma série de imagens da Nebulosa Helix. Três imagens: uma mostrando todo o esplendor da nebulosa, e duas mostrando alguns detalhes.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004032d/
Nebulosa Helix: O resultado da morte de uma Estrela.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2003011b/
Filamentos como cometas ao longo do interior do Anel de Helix

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2003011i/
Close-Up da Nebulosa Helix

Nestas quatro imagens a seguir podemos verificar a evolução de Nebulosas Planetárias em momentos diferentes. Na primeira imagem a nebulosa ainda é pequena e formada por relativamente frio gás nitrogênio incandescente. Durante milhares de anos, as nuvens de gás se expandem como vemos nas figuras a seguir. Na Nebulosa mais antiga hidrogênio e oxigênio aparecem mais estendidos.

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2007033a/
Expansão de Nebulosa: He 2-47, NGC 5315, IC 4593 e NGC 5307.

As imagens de Nebulosas obtidas pelo Hubble são encantadoras, selecionar apenas algumas foi bem difícil. Desde que os telescópios ganharam qualidade e que mais e mais Nebulosas foram descobertas, os Astrônomos tiveram que usar de criatividade para nomeá-las. Alguns nomes auto-explicativos:

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004027a/
Nebulosa Olho de Gato

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2005037b/
Nebulosa Crab: Caranguejo

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2000007a/
Nebulosa Esquimó(NGC 2392): em um telescópio comum parece um rosto com uma jaquetão de esquimó ao redor.

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2002019a/
Nebulosa Gomez’s Hamburger

 

Os formatos como podem ver são bem variados. Temos alguns outros formatos diferentes:

 

http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004046a/
NGC 6302: Em forma de uma Borboleta

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2004011a/
HD 44179: um Retângulo vermelho perfeito

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr1996007a/
Nebulosa MyCn18: uma Ampulheta.

 

Uma nebulosa registrada pelo Hubble demonstrou uma grande evolução durante vários anos, deixando registrado como as estrelas morrem rapidamente:

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr2005002g/
Nebulosa V838 Monocerotis: A evolução dramática da morte de uma estrela

 

Por fim vamos ver o que sobrou da explosão de uma estrela a 15000 anos atrás:

 

 http://hubblesite.org/gallery/album/nebula_collection/pr1993001a/
Cygnus Loop: resquício de uma Super Nova.

 

Por hoje é só. Esta foi uma das seqüências mais difícil de selecionar, diante da enorme quantidade de imagens belíssimas. No próximo artigo veremos os berços das estrelas, nebulosas de emissão e reflexão. (e finalmente a Nebulosa Cabeça de Cavalo)

 

Fonte:

Todas as fotos são creditadas a Nasa e outros, com uso livre mediante crédito. Veja detalhes em http://hubblesite.org/copyright/

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20 comentários para “Hubble em Imagens. 3ª Parte: “Nebulosas = Morte?””

  1. Cara!! Perfeito!!
    A foto NGC 6302 parece um verdadeiro portal para o céu.
    Os detalhes dos filamentos de Anel de Helix também são muito interessantes, da pra ver os cometas. Eu já tinha visto a primeira foto, mas não nesses detalhes.

    Abração!

    Tecnoclasta responde:
    Impressionante não é? Parecem cometas mesmo. Foi difícil selecionar estas. Tanto que a próxima parte ainda será Nebulosas.

  2. zepires disse:

    Home quá seu moço, eu acredito. Más quase não dá para acreditar!

  3. isabella disse:

    nossa esse eu achei o mais lindo e o a foto que eu achei a mais linda foi a última

  4. Victoria disse:

    Tenho uma pergunta em ! como pode ter sido fotografada a nebulosa de granchio se já explodiu em 1054 ? Essa é a pergunta feita em sala de aula e näo encontro resposta !!!!

    • Olá Victoria, a pergunta parece citar uma coisa um paradoxo: como fotografar uma coisa que explodiu?
      Acontece que a resposta é simples: algumas das nebulosas são na verdade antigas estrelas que chegaram ao fim de sua vida útil e explodiram. Veja a Nebulosa V838 Monocerotis neste artigo. Agora imagine uma explosão de uma estrela… imagine a grande emissão de luz da explosão… imagine quanto tempo leva para que as partículas de seu núcleo espalhe até não ser detectável a distância…
      Pois é, isso pode levar milhares de anos….
      E por isso nebulosas que explodiram a tempos ainda são visíveis…

  5. lucas disse:

    super legais essas fotos da para representar direitinho a estela granchio

  6. Renan A. Nardi disse:

    As fotos são belíssimas. E privilegiadas (talvez induzidas) as maravilhosas e gigantescas inteligências que produziram a tecnologia para que pudéssemos vê-las. Se forem induzidas, minha gratidão a quem induziu.

  7. Geraldo Pereira disse:

    Por favor, respondam-me: Transformar 470 ano-luz em Km e Anos , explicando a transformação.

    • Vamos lá,
      Um ano luz corresponde à distância que a luz percorre em um ano.
      A velocidade da luz é uma constante: 1.079.252.850 km/h, aproximadamente 1 bilhão de km/h.
      Portanto para executar a conversão, basta multiplicar a velocidade em ano luz pela velocidade da luz na unidade desejada (no caso entendi que era km/h)

      470 anos luz, então corresponde a aproximadamente 500 bilhões de kilômetros por hora, ou exatamente a 507.248.839.500 km/h.

      Espero que tenha sido claro!

  8. Geraldo Pereira disse:

    Desculpe amigo, não consegui expressar-me devidamente, colocarei a questão.
    Transforme em Km a seguinte distância expressa em anos-luz: A nossa distância da Estrela Polar é de 470 anos-luz ou_______?________de Km. Isso significa que sua luz chegará à Terra em_______?________anos.

    *Sabendo-se que a velocidade da luz é de 300.000 Km/s, em 1(um) ano percorreria 9,5 trilhões de Km. Portanto, a unidade considerada é Km/s.

    • Reginaldo disse:

      Geraldo não sou nenhum um especialista, mas dentro de uma lógica, considerando que, segundo os especialistas, a luz do Sol demora 8 minutos para percorrer aproximadamente 150 milhões de km para chegar à Terra e isto, até o momento, initerruptamente, podemos concluir que a distância do referido astro são os próprios 470 ano-luz.
      Explicando melhor. vamos transformar o ano-luz em distância percorrida. Neste caso temo que considerar a velocidade da luz, que é de 300.000 km/s. Se em um segundo a luz percorre esta distãncia, o que diremos em um ano. Para isso temo que saber quantos segundo tem um ano e depois é só multiplicar por 300.000. Assim sabemos que um ano possui 365, cada dia tem 24 horas, uma hora tem 60 min. e finalmente um min. possui 60 segundos. Agora faremos o que? Isso mesmo! É só multiplicar estes fatores. 365 x 24 x 60 x 60 = 31.536.000 km. Lembrando que este valor corresponde à distância perrcorrida pela luz em um ano. Como são 470 anos-luz, multiplica-se 31.536.000 x 470 = 14.821.920.000 km. O raciocíno é basicamente este, por se tratar muitos dígitos é possível que eu tenha errado.
      Agora para saber em que data esta luz chegará aqui na terra, desconsiderando qualquer impedimento, vai depender, além da distância do astro, também da velocidade da luz. Embora o Sol tenha anos… e anos de formação, pela curta distância com a Terra recebemos a sua luz sem interrupções extamente por causa da data de origem do sol, da sua curta distãncia e da velocidade da luz. Só lembrando que a velocidade da luz é absolutamente constante.
      Espero não ter complicado.

  9. Geraldo Pereira disse:

    Por favor… respondam-me!

  10. Thais disse:

    prof., como vc pode explicar o fato de ter sido possível fotografar atualmente a nebulosa de Granchio, se ela explodiu no ano de 1054?

    • Ela não explodiu no ano de 1054, a luz produzida pela sua explosão é que chegou aqui em 1054. Na verdade a nebulosa foi formada de uma estrela que explodiu por volta de 5400 AC.
      A luz deste evento foi registrado somente em 1054 DC, o tempo necessário para fazer a viagem. A distância do astro é aproximadamente 6500 anos luz.

  11. Geraldo Pereira disse:

    Não entendi…porque ainda não me responderam? É apenas para tirar uma dúvida do meu filho.

    • Rubens filho disse:

      Geraldo pereira. Boa Noite.
      Aconselho o ilustre; que consulte: ‘_ Astronomia do Zenite’, e estando ( lá ) na pagina, de uma olhada em: “Tempo e Espaço” ; no assunto : ‘ _ UNIDADES ASTRONÔMICAS.
      Agredito que ira te dar uma luz.

  12. Carla disse:

    È muito bom poder contemplar, o que para nós simples mortais é o inatingível. Sensacional.

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