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Amyr Klink: Senhor Aventura!

25 setembro 2007 – 8:22 am por Prof. Luis Eduardo

amy_klink.gifEscritor e aventureiro, brasileiro está completando 52 anos neste dia 25 de setembro.

Notável pela sua vida e conquistas, e também por sua forma de descrever o mundo em seus livros. Nos faz viajar suas viagens e ir até onde poucos homens foram capazes de ir.

Em sua solidão no Atlântico em 1984, quando cruzou o oceano em um barco a remo, descobrimos que na verdade, o mar é tão cheio de vida, que solidão não foi exatamente o que ele passou. Solidão de pessoas, sim. Mas em seu relato não me pareceu que um dia sequer ele esteve longe dos pássaros, peixes ou grandes animais marinhos. A natureza gritava todos os dias que não estamos sós nesta Terra.

O livro “100 dias entre o céu e o mar” onde ele narra esta primeira grande aventura, nos deliciamos com cada detalhe e com cada vitória. Quando passa próximo da ilha Santa Helena no meio do Atlântico ficamos torcendo para ele ver a ilha.

Não preciso dizer que é leitura altamente recomendada. Aliás, preciso: eu li e recomendo.

Estou com o segundo livro na prateleira: Paratii Entre Dois Polos . É um das minhas próximas leituras. Este conta a aventura de ir até a Antártica, ficar preso no gelo durante 6 meses, ir até o Ártico e voltar ao Brasil.

Sinceramente uma vida cheia de realizações, vitórias e muita muita luta.

Feliz aniversário Amyr Klink!

As Janelas Do Paratii

“Pelas janelas de um barco faz-se o mundo passar. Que me desculpem os entendidos com seus rigores técnicos e nomes precisos - mais do que escotilhas, gaiútas ou vigias, o meu barco tem porta e janelas. Sete, grandes e claras, por onde, trabalhando as velas e juntando milhas, fiz passar as latitudes e paisagens que procurei. E uma porta, por onde passei mais vezes do que sei. Sete janelas, uma para cada mar, voltadas para os lados e para a frente, que transformaram distâncias em tempo, fizeram do desconhecido o seu porto e, ao final, não se fecharam em porto nenhum.

Vinte e dois meses viajando no Paratii, atravessando nos alísios as areias do Saara ou marcando de gelo o alumínio do costado, descobri que apenas para isso serve um barco.

Para não viver em portos, e navegar. Para fazer passar por suas janelas o mundo, e, um dia, voltar”

“O mar não é um obstáculo: é um caminho”.
Amyr Klink.

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Barco a remo utilizado em sua travessia do Atlântico em 1984

Fontes

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